Johnson rejeita pedido da Escócia sobre referendo de independência

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Publicado terça-feira, 14 de janeiro de 2020 as 12:46, por: CdB

Pesquisas indicam que os escoceses rejeitariam uma independência novamente por uma pequena margem, mas o Partido Nacional Escocês de Sturgeon conquistou 48 dos 59 assentos da Escócia.

Por Redação, com Reuters – de Londres

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, escreveu nesta terça-feira à premiê da Escócia, Nicola Sturgeon, recusando seu pedido para receber poderes para convocar outro referendo de independência.

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e premiê escocesa, Nicola Sturgeon, se cumprimentam em Edinburgo
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e premiê escocesa, Nicola Sturgeon, se cumprimentam em Edinburgo

Nas circunstâncias atuais, um referendo não pode ocorrer sem o consentimento do governo britânico. Sturgeon escreveu a Johnson em dezembro, pedindo-lhe que iniciasse negociações ou transferisse o poder de convocar um referendo de Londres para Edimburgo.

Transferência de poder

– Não posso concordar com nenhum pedido de transferência de poder que levaria a novos referendos de independência –  escreveu Johnson em uma carta que publicou no Twitter.

Ele afirma ter dito a Sturgeon que ela concordou que o plebiscito de 2014, no qual 55% dos escoceses preferiram continuar no Reino Unido, seria uma votação do tipo “uma por geração”.

Ele acrescentou: “Outro referendo de independência continuaria a estagnação política que a Escócia viu na última década… é hora de todos nós trabalharmos para unir todo o Reino Unido.”

Sturgeon argumenta que a votação de 2016 que decidiu a separação britânica da União Europeia, que deve acontecer no dia 31 de janeiro, justifica um novo referendo de independência porque a maioria dos escoceses votou contra o Brexit, enquanto a maioria dos eleitores ingleses votou a favor.

Pesquisas indicam que os escoceses rejeitariam uma independência novamente por uma pequena margem, mas o Partido Nacional Escocês de Sturgeon conquistou 48 dos 59 assentos da Escócia na eleição nacional britânica do mês passado, ficando com 45% das urnas, um aumento de 8 pontos percentuais em relação a 2017.

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