Jornal The New York Times eleva receita com assinaturas digitais

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Publicado sexta-feira, 6 de novembro de 2020 as 19:30, por: CdB

A impressão em papel e o consequente aumento das assinaturas digitais também é observada no Brasil, onde os principais diários têm reduzido ou mesmo paralisado a versão impressa dos jornais, como ocorreu com o Jornal do Brasil.

Por Redação, com NYT – de Nova York e Rio de Janeiro

O diário norte-americano The New York Times, uma das maiores empresas de mídia do mundo, atuou comercialmente durante as eleições presidenciais e publicou, nesta sexta-feira, o anúncio de um marco histórico: na semana passada, a publicação superou a marca dos sete milhões de assinantes pagos, um recorde absoluto no setor.

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A maioria dos diários impressos tem reduzido suas tiragens e investido mais nas assinaturas para as edições digitais

A The New York Times Co. tem buscado nos leitores digitais ]o futuro de seu negócio desde 2011, quando começou a cobrar por acesso ao seu conteúdo online —e a aposta tem dado certo. Nos três meses encerrados em setembro, a receita da empresa com os assinantes digitais superou, pela primeira vez, o faturamento que a companhia obteve com a versão impressa da publicação, que tem sofrido quedas consecutivas ao longo dos últimos anos.

Assinaturas

“Nossa estratégia de produzir jornalismo pelo qual valha a pena pagar continua a se provar”, afirmou em comunicado Meredith Kopit Levien, que assumiu como presidente-executiva da The New York Times Co. em setembro. As assinaturas digitais serão não apenas o eixo central do crescimento da empresa, disse Levien, “como um dia se tornarão o seu maior negócio”, em linha com a previsão de suspender a impressão diária do jornal.

A receita total da The New York Times Co. no terceiro trimestre de 2020 foi de US$ 426,9 milhões (R$ 2,3 bilhões), a mesma do período em 2019, e o lucro operacional ajustado cresceu em 28%, para US$ 56,5 milhões (R$ 314,2 milhões), superando as expectativas dos investidores nos dois casos. O lucro líquido dobrou, para US$ 33,6 milhões (R$ 186,8 milhões).

A impressão em papel e o consequente aumento das assinaturas digitais também é observada no Brasil, onde os principais diários têm reduzido ou mesmo paralisado a versão impressa dos jornais, como ocorreu com o Jornal do Brasil. Desde 2012, o Correio do Brasil também reduziu a distribuição diária do impresso e ampliou o número de assinaturas.