Jornalista palestina foi morta por comboio de Israel, diz jornal

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Publicado terça-feira, 21 de junho de 2022 as 14:24, por: CdB

Abu Akleh, que trabalhava para a emissora Al-Jazeera, foi morta no dia 11 de maio no campo de refugiados em Jenin, na Cisjordânia. Conforme a publicação, no local não haviam membros de grupos palestinos armados.

Por Redação, com ANSA – de Roma

A bala que matou a jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh, 51 anos, partiu da posição em que estava um comboio militar israelense, provavelmente de um soldado de uma unidade de elite, publicou o jornal The New York Times na noite de segunda-feira com base em provas recolhidas pelos repórteres por cerca de um mês.

Abu Akleh foi morta no dia 11 de maio em um campo de refugiados

Além dos documentos, a publicação usou vídeos publicados por testemunhas e pela imprensa, além de imagens de câmeras de segurança da área da ação militar.

Abu Akleh, que trabalhava para a emissora Al-Jazeera, foi morta no dia 11 de maio no campo de refugiados em Jenin, na Cisjordânia. Conforme a publicação, no local não haviam membros de grupos palestinos armados.

As análises conduzidas pelo NYT apontam que foram 16 os disparos contra o local onde Abu Akleh estava. A investigação contradiz a nota oficial das autoridades israelenses, que informavam que foram “apenas” cinco tiros disparados por “engano” por um soldado. No entanto, o jornal informa que não foi possível concluir se os soldados viram que a repórter e sua equipe estavam usando coletes de proteção com a palavra “Press” (Imprensa) escritos.

As conclusões

As conclusões do jornal vão de encontro àquelas divulgadas pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), que informou, em 26 de maio, que os projéteis usados eram de calibre 5,56mm usados em fuzis M4, de fabricação norte-americana. Esse tipo de armamento é usado pelas forças de segurança israelenses.

Além de realizar uma investigação paralela, as autoridades de Israel pediram para fazer uma análise conjunta com os palestinos sobre o caso. Mas, o pedido foi negado pela ANP.

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