Jornalista pode ter sido executada em Presidente Prudente

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Publicado quarta-feira, 4 de junho de 2003 as 01:29, por: CdB

A polícia de Presidente Prudente, cidade distante cerca de 400 quilômetros da capital paulista, ainda não conseguiu localizar o suspeito pela morte da jornalista Melissa Correa, de 22 anos. Ela foi morta nesta terça-feira com um tiro na cabeça. Policiais trabalham com a hipótese de uma execução.

Duas possíveis testemunhas comunicaram à polícia que teriam visto o assassino e chegaram a conversar com ele durante algum tempo. Segundo Segundo a testemunha, o criminoso aparenta ter cerca de 30 anos, é de estatura baixa, branco e barbado. O homem teria dito que a morte da jornalista foi encomendada, a exemplo do assassinato do juiz corregedor Antonio José Machado Dias, executado em março. Os depoimentos das prováveis testemunhas, no entanto, ainda precisam ser apuradas, disse um detetive da delegacia local.

O caso foi comunicado à organização internacional Repórteres Sem Fronteira, em Paris, que irá acompanhar de perto as investigações, para saber se o caso tem ligação com alguma matéria que, possivelmente, a jornalista pudesse estar apurando.

A jornalista foi encontrada morta no Balneário da Amizade, que fica entre as cidades de Presidente Prudente e Álvares Machado. A vítima, que trabalhava no jornal Oeste Notícias, de Presidente Prudente, foi executada com um tiro no ouvido.

De acordo com o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Presidente Prudente, Cacildo Galindo, Melissa deixou a mãe no jornal por volta das 13h e foi estacionar o carro, um Uno. Às 13h30 ela foi vista, por um colega de trabalho, no banco do passageiro de seu veículo, que estava sendo guiado por um homem desconhecido.

A jornalista teria sido levada para o Balneário da Amizade pelo criminoso. A polícia suspeita que ela tenha reagido a alguma atitude do assaltante, quando levou um tiro no ouvido. Melissa chegou a ser levada para a Santa Casa de Presidente Prudente, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no centro médico.

O assassino teria fugido com o carro da vítima por uma estrada de terra, mas o combustível acabou e ele parou um outro veículo que passava no local para pedir ajuda. O criminoso abordou o motorista com um revólver calibre 32, e, dizendo que havia matado uma pessoa, obrigou-o a levá-lo para o Mato Grosso do Sul, por meio de estradas de terra.

De acordo com Galindo, quando chegaram no Mato Grosso do Sul, o assaltante arrancou a primeira página da agenda do motorista, com todos os seus dados pessoais, e disse que se ele chamasse a polícia, ele voltaria para matá-lo. Com medo, a testemunha, que não teve o nome revelado, acionou a polícia.