José de Abreu começa a reunir apoio de todo o país como presidente autoproclamado

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Publicado sábado, 9 de março de 2019 as 18:13, por: CdB

O autoproclamado José de Abreu chegou ao Brasil na noite do 8 de março e foi recebido por uma pequena multidão no aeroporto do Rio; segurou placa de Rua Marielle Franco e anunciou que vai viajar pelo Brasil, reeditando, de certa forma, a caravana de Lula antes de se tornar preso político.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Autoproclamado presidente do Brasil, o ator José de Abreu já fala em mobilizar os eleitores para ocupar o cargo a que se propõe, no Palácio do Planalto. Abreu chegou ao Rio, em um voo proveniente da Europa, na noite passada, e foi recebido por uma multidão no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

O presidente autoproclamado do Brasil foi aplaudido ao chegar ao Rio
O presidente autoproclamado do Brasil foi aplaudido ao chegar ao Rio

Em seu discurso, depois de ler o termo de posse e jurar defender a Constituição Brasileira, Abreu afirmou que irá viajar pelo Brasil para “mobilizar as forças progressistas”.

— A coisa agora ficou séria. Ficou séria desde que Lula me apoiou, a Dilma e toda a sociedade civil organizada. PSOL, PCdoB, PT e até PSDB. Jamais imaginei. A coisa cresceu demais em uma semana — disse, ainda no aeroporto.

Marielle

José de Abreu chegou a ser ameaçado por Jair Bolsonaro, o presidente no cargo, mas respondeu a altura.

— Sem querer, eu consegui furar uma bolha. Estava todo mundo apático, um descrédito total com essa desfaçatez do governo. Eu acho que tive uma intuição. Começou como uma forma de irritar o (Juan) Guaidó, com aquela história de autoproclamado — lembrou.

Em texto publicado em uma rede social, neste sábado, o jornalista Alfredo Herkenhoff descreveu a cena, no Aeroporto do Galeão:

“O autoproclamado José de Abreu chegou ao Brasil na noite do 8 de março e foi recebido por uma pequena multidão no aeroporto do Rio, com forte presença de mulheres. Fez juramento lendo o texto no celular, segurou placa de Rua Marielle Franco e anunciou que vai viajar pelo Brasil, reeditando, de certa forma, a caravana de Lula antes de se tornar preso político.

M5S

“O ator começa a trabalhar na Globo semana que vem, com papel forte no horário nobre. Mas, nesses tempos de ferramentas sociais e jatos, será possível sim conciliar a teledramaturgia com a atividade política. Sem detalhes, vale lembrar que na Itália uma celebridade do mundo televisivo, o comediante Beppe Grillo, decidiu fazer política e hoje já é a terceira força partidária do país.

“Beppe Grillo fundou o M5S, ou Movimento Cinque Stelle, Cinco Estrelas. Começou se dizendo anti-sistema, ecológico, eurocético. Grosso modo, numa caricatura, uma pauta meio PSol, Verde, Rede e o escambau. Contra aqueles ataques que na esteira das primaveras plantaram bombas no outro lado do Mediterrâneo e colheram refugiados.

“No pânico com as multidões fugindo das bombas da OTAN e das brigas tribais destravadas pelos Estados súditos da Casa Branca, o M5S entrou em rota da aproximação com partidos de direita. Hoje integra parte do poder da extrema direita de Matteo Salvini. E tudo começou como se Beppe Grillo fosse um misto de Duvivier, Adnet e Zé de Abreu.

Macondo

“O Ronald Reagan era em Hollywood ator B tipo Tarcísio Meira e virou chefe da Casa Branca. O fato de Bolsonaro anunciar que vai processar José de Abreu não foi mera exibição de Carlos Bolsonaro, o ghost writer do papai. Ontem, enquanto o avião trazendo José de Abreu se aproximava do litoral brasileiro e enquanto Jair participava de uma cerimônia pública, o twitter presidencial era disparado com mais uma “boçalidade” (adjetivação da Folha de S. Paulo), numa prova cabal de que o 03 é o megafone digital da familícia presidencial.

“Mas, o fato de o presidente do golpe da eleição fraudada decidir processar a quem chama de autodeclarado meteoro significa que o advento de Abreu na disputa política é mais do que um momento de bom humor. O ator está no páreo e foi a primeira celebridade a explicitar que seu nome está na luta.

“Enquanto a agenda não é divulgada, o clima no país é de realismo trágico. Macondo é isso aí: um pai ‘bundão’ com vinte filhos, vinte ministérios, vinte casas de vidro, vinte campanhas de fake news exibidas como vinte novelas de uma transparência constante, um eterno retorno aos cem ânus de obsessões traumáticas torturando, empobrecendo, culpando e assassinando os pobres e oprimidos por querer quereres outros que não os decididos pelo exército do norte“, afirma o articulista.

Assista à chegada de José de Abreu ao Rio de Janeiro:

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