Jovens resgatados em caverna deixam retiro espiritual

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Publicado sábado, 4 de agosto de 2018 as 11:33, por: CdB

Onze dos 12 jovens tailandeses foram ordenados monges budistas para homenagear mergulhador da Marinha que morreu durante operação de resgate

Por Redação, com DW – de Bangcoc

Os meninos tailandeses resgatados no mês passado em uma caverna inundada completaram neste sábado um retiro espiritual de nove dias em homenagem ao mergulhador que morreu na complexa operação de resgate.

Um dos jovens resgatados não participou do retiro porque sua família é cristã. Já o treinador do time vai permanecer três meses no monastério

Os meninos, com idades entre 11 e 16 anos, membros do time de futebol “Javalis Selvagens”, ficaram presos na caverna no dia 23 de junho e alguns deles só conseguiram deixar a caverna de Tham Luang, uma das maiores da Tailândia, em 10 de julho.

Depois do resgate, os jovens permaneceram hospitalizados. Posteriormente, onze deles foram levados para um monastério budista no norte da Tailândia para completar um retiro espiritual em homenagem a Saman Gunan, o ex-membro da Marinha tailandesa que morreu quando posicionava cilindros de oxigênio necessários para o resgate.

O retiro também tinha como objetivo ajudar na recuperação emocional dos jovens. Na Tailândia, onde 90% da população é budista, a ordenação como monge é encarada como ato de agradecimento. Qualquer adulto pode passar um breve período como monge, enquanto meninos também podem servir brevemente como noviços.

Neste sábado, centenas de pessoas acompanharam a saída dos jovens do monastério e o reencontro deles com suas famílias. Várias pessoas distribuíram flores, comida e dinheiro para os jovens.

Um dos jovens não participou do retiro porque sua família é cristã. Já o treinador do time, Ekapol Chanthawong, de 25 anos, vai permanecer três meses no monastério.

Neste sábado, eles deixaram o retiro com as cabeças raspadas e em uma cerimônia retiraram as vestimentas laranjas e colocaram camisetas brancas e calças azuis.

Resgate

Surpreendidos por chuvas monçônicas, os meninos ficaram presos na caverna durante uma excursão ao local guiada por seu técnico de futebol. Eles foram encontrados após nove dias de intensas buscas, das quais participaram mais de 1,3 mil pessoas.

Eles foram salvos numa arriscada operação de resgate, que foi acompanhada em todo o mundo e custou a vida de um mergulhador.

Mergulhadores e outros envolvidos no resgate disseram que os meninos foram fortemente sedados para evitar que entrassem em pânico durante o resgate. Eles foram presos a um dos dois mergulhadores incumbidos de transportá-los pelos trechos submersos da caverna.

Depois, os meninos foram amarrados em cima de macas para serem conduzidos pelas áreas não submersas até a superfície.

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