Juros básicos da economia tendem a avançar, segundo pesquisa Focus

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Publicado segunda-feira, 23 de novembro de 2020 as 14:41, por: CdB

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, manteve a perspectiva de juros básicos a 2,0% este ano, mas também aumentou as contas para 2021, de 2,25% a 2,50%. O levantamento apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2020 aumentou pela 15ª semana seguida e foi a 3,45%.

Por Redação – de Brasília

A pesquisa semanal Focus divulgada pelo Banco Central (BC), nesta segunda-feira, mostrou que os economistas consultados passaram a ver agora a Selic em 2021 a 3,0%, de 2,75% antes. Para este ano, permanece a previsão de manutenção no atual patamar de 2,0% na última reunião do ano, em 8 e 9 de dezembro.

Presidente do Banco Central, Campos Neto também preside o Conselho de Política Monetária (Copom), que regula a taxa de juros oficial do país (Selic)
Presidente do Banco Central, Campos Neto também preside o Conselho de Política Monetária (Copom), que regula a taxa de juros oficial do país (Selic)

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, manteve a perspectiva de juros básicos a 2,0% este ano, mas também aumentou as contas para 2021, de 2,25% a 2,50%. O levantamento apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2020 aumentou pela 15ª semana seguida e foi a 3,45%, de 3,25% na semana anterior.

Para 2021, o aumento chegou à 5ª semana, com a inflação calculada em 3,40% de 3,22%. O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Educação

Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas melhoraram para ambos os anos. O mercado vê agora contração econômica de 4,55% em 2020 contra queda de 4,66% estimada antes, com o PIB recuperando-se com um crescimento de 3,40% no próximo ano, de 3,31%.

A mudança vem na esteira de cenário melhor para a indústria, cuja produção deve encolher 5,04% este ano contra recuo de 5,34% previsto antes, passando a crescer 4,53% em 2021, de 3,72% estimado antes.

Diante da crise econômica que se abate sobre o país desde o golpe de Estado, em 2016, uma das soluções para gerir os recursos próprios, para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é preciso planejamento financeiro em um momento em que tantas famílias sofrem o impacto econômico da pandemia da covid-19.

Finanças

Na abertura da 7ª Semana Nacional de Educação Financeira, promovida pelo BC, Campos Neto destacou as iniciativas da autarquia nessa área. Ele disse que um projeto piloto de plataforma de educação financeira que está sendo desenvolvida em parceria com a Febraban está previsto para ser entregue em janeiro de 2021.

— A educação financeira é importante não apenas para a boa organização das finanças pessoais e a tomada de decisão bem informada por parte do cidadão, mas também para a eficiência do sistema financeiro nacional, que se beneficia com o maior nível de conhecimento e preparo de clientes e usuários, abrindo portas para produtos e serviços mais sofisticados, e com a diminuição da inadimplência — resumiu o executivo.