Juros médios de financiamentos caem em setembro, diz BC

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Publicado sexta-feira, 25 de outubro de 2019 as 13:44, por: CdB

Na prática, isso significa que apesar de a Selic já ter caído 1 ponto de lá para cá, chegando à mínima histórica de 5,5% ao ano em setembro.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

Os juros médios cobrados em financiamentos no país caíram a 36,9% ao ano em setembro, redução de 1 ponto sobre agosto, atingindo a taxa mais baixa observada no ano, divulgou o Banco Central nesta sexta-feira.

Os dados dizem respeito ao segmento de recursos livres, em que as taxas são livremente definidas pelas instituições financeiras. Apesar do barateamento, a taxa ainda é mais alta que o patamar de 35,6% ao ano observado em dezembro de 2018.

Apesar do barateamento, a taxa ainda é mais alta que o patamar de 35,6% ao ano observado em dezembro de 2018
Apesar do barateamento, a taxa ainda é mais alta que o patamar de 35,6% ao ano observado em dezembro de 2018

Na prática, isso significa que apesar de a Selic já ter caído 1 ponto de lá para cá, chegando à mínima histórica de 5,5% ao ano no mês passado, os juros cobrados aos consumidores no país seguem em patamares elevados.

– Na economia brasileira ainda temos juros altos que estão em processo de redução e se deseja que se reduzam mais ainda – disse o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

Ele ponderou, por outro lado, que dezembro é um mês tradicionalmente marcado pela diminuição nos juros médios. Isso porque, com o recebimento do 13º salário pelas pessoas físicas, há o pagamento de dívidas mais caras, o que acaba reduzindo o saldo do cartão de crédito e do cheque especial —duas modalidades com custos significativamente elevados.

Em setembro, o spread, que mede a que mede a diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada a seus clientes, teve um recuo de 0,8 ponto no segmento de recursos livres, a 30,8 pontos percentuais. Já a inadimplência no mesmo segmentou ficou estável em 3,9% no mês.

O estoque total de crédito no Brasil, que inclui também o segmento de recursos direcionados, subiu 1,0% em setembro sobre agosto, a R$ 3,361 trilhões, passando a 47,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

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