Juros sobem com força em meio a queda na B3 e disparada do dólar

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Publicado quarta-feira, 4 de agosto de 2021 as 18:58, por: CdB

Internamente, a frustração aumentava a expectativa pelo relatório de emprego dos EUA, o payroll, que sai na sexta-feira. O Fed reafirmou na semana passada que a recuperação do mercado de trabalho é condição primordial para começar a mudar a política monetária no país, além da alta da inflação e do crescimento da economia.

Por Redação – de São Paulo

Em dia de decisão de política monetária, o Ibovespa operou todo o tempo em forte queda. Na tarde desta quarta-feira, os investidores avaliavam dados corporativos do segundo trimestre e a influência dos bastidores de Brasília sobre as contas públicas.

O Banco Central vendeu nesta terça-feira 5.100 contratos de swap cambial reverso, de oferta de até 12.000, e US$ 255 milhões em moeda à vista
O Banco Central vendeu dólar, nesta quarta-feira, em swaps cambiais reversos, mas não segurou a cotação da moeda norte-americana

Às 16h47, o Ibovespa recuava 1,40%, para 121.858 pontos. Em sentido inverso, o dólar voltou a subir e chegou a ser negociado na venda acima dos R$ 5,24. O fortalecimento da divisa norte-americana acompanha a alta das Treasuries de 10 anos nos Estados Unidos.

Internamente, a frustração aumentava a expectativa pelo relatório de emprego dos EUA, o payroll, que sai na sexta-feira. O Fed reafirmou na semana passada que a recuperação do mercado de trabalho é condição primordial para começar a mudar a política monetária no país, além da alta da inflação e do crescimento da economia.

Resultados

No âmbito corporativo, o mercado aguardava o resultado da Petrobras, divulgado somente após o fechamento do mercado. A expectativa dos analistas é que a valorização do petróleo entre abril e junho impulsione os números da empresa. Contudo, os papéis têm forte baixa no pregão.

No exterior, foram divulgados dados econômicos da zona do euro, com números levemente abaixo das expectativas mas ainda positivos frente à base comparativa. As Bolsas da Europa sobem em bloco.

Após o fechamento do mercado, na véspera, o Bradesco divulgou seu balanço reportando um lucro líquido recorrente de R$ 6,3 bilhões, alta de 63,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A carteira de crédito expandida do banco, um dos pontos de atenção dos investidores, ficou em R$ 726,5 bilhões, equivalente a um aumento de 9,9% em 12 meses e 3% em relação ao primeiro trimestre.

O lado negativo ficou por conta das operações de seguros, previdência e capitalização, que encolheram 49,8% em relação ao primeiro trimestre e 58,3% ante o mesmo período de 2020, atingindo.

Alta esperada

O Comitê de Política Monetária (Copom), no fim da tarde, anunciou o novo patamar da taxa básica de juros da economia (Selic), com um aumento de 1%. Atualmente em 5,25%, o aumento já era esperado, em face do avanço dos preços.

Esse é, até agora, o maior aumento da Selic em 18 anos, elevando a taxa para o mesmo patamar do fim de 2019. Especialistas estimavam que os diretores do BC iriam mostrar uma posição mais dura frente à inflação.

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