Justiça do Rio decreta prisão de suspeito de envolvimento no caso Marielle

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Publicado sexta-feira, 27 de julho de 2018 as 12:47, por: CdB

Curicica já está preso desde outubro de 2017 e, em junho deste ano, depois de ser apontado como suspeito do assassinato de Marielle, foi transferido para o presídio federal de Mossoró. Ele nega envolvimento no crime

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, suspeito de envolvimento com os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março deste ano. A prisão decretada pela Justiça, no entanto, não tem relação com o caso Marielle. O motivo é um homicídio ocorrido em 2015.

Marielle Franco

Curicica já está preso desde outubro de 2017 e, em junho deste ano, depois de ser apontado como suspeito do assassinato de Marielle, foi transferido para o presídio federal de Mossoró. Ele nega envolvimento no crime.

O alvo da denúncia contra Curicica desta vez foi o assassinato de Rafael Freitas Pacheco, além da tentativa de homicídio de Raquel Ferreira da Costa, ocorridos em novembro de 2015, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.

Além de Curicica, tiveram a prisão preventiva decretada nesse processo William da Silva Sant’Anna, Guilherme Anderson Olivieira Christensen e Renato Nascimento dos Santos.

A DH (Delegacia de Homicídios) do Rio de Janeiro, prendeu, na terça-feira, um ex-policial militar e ex-bombeiro suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

De acordo com o delegado Willians Batista, os dois foram apontados por testemunha por participação no crime, que aconteceu em março deste ano. Os presos fariam parte de um grupo miliciano liderado pelo ex-PM Orlando da Curicica.

Anistia

Na semana em que o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes completa quatro meses, a Anistia Internacional no Brasil divulgou nesta quinta-feira um comunicado em que critica as instituições do Sistema de Justiça Criminal Brasileiro por ainda não terem chegado a uma solução para os crimes.

– Após quatro meses, a não resolução do assassinato de Marielle Franco demonstra ineficácia, incompetência e falta de vontade das instituições do Sistema de Justiça Criminal brasileiro em resolver o caso. É urgente o estabelecimento de um mecanismo externo e independente para monitorar essa investigação – afirmou Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional, que também pediu que as autoridades quebrem o silêncio e voltem a se comprometer publicamente a encontrar os responsáveis pelos assassinatos.

– A não solução do caso demonstra de forma inconteste a falta de compromisso do Estado brasileiro com seus defensores e defensoras de direitos humanos – disse.

Marielle e Anderson foram assassinados em 14 de março no Estácio, na região central do Rio de Janeiro. Os assassinos dispararam tiros de um carro que seguia a vereadora.

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