Kirchner diz que julgamento de corrupção é ‘cortina de fumaça’ política

Arquivado em: América Latina, Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 21 de maio de 2019 as 13:21, por: CdB

Cristina, atualmente senadora com seguidores fervorosos, foi ao Twitter antes do julgamento e disparou contra seus acusadores e contra Macri, e se defendeu das alegações.

Por Redação, com Reuters – de Buenos Aires

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que deve comparecer nesta terça-feira a um tribunal para enfrentar acusações de corrupção, chamou o processo de “cortina de fumaça” política com a intenção de afetar sua candidatura a vice-presidente nas eleições deste ano.

Ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em Buenos Aires

O julgamento abordará diversas alegações de corrupção que datam dos dois mandatos de Cristina como presidente, entre 2007 e 2015, incluindo acusações de que recebeu subornos de construtoras para conceder projetos pelos quais o Estado pagou valores exorbitantes.

As alegações, que Cristina nega com firmeza, podem lançar uma sombra sobre a nova iniciativa da política polarizadora agora que ela tenta conquistar a ala mais moderada da oposição peronista para enfrentar o presidente de centro-direita Mauricio Macri nas eleições de outubro.

Cristina, atualmente senadora com seguidores fervorosos, foi ao Twitter antes do julgamento e disparou contra seus acusadores e contra Macri, e se defendeu das alegações.

– Claramente não é sobre justiça – escreveu. “Apenas sobre a criação de uma nova cortina de fumaça que visa distrair os argentinos e a Argentina, cada vez com menos sucesso— da dramática situação em que vivem nosso país e nosso povo.”

A ex-presidente chocou a nação no sábado ao dizer que disputará a vice-presidência ao lado do ex-chefe de gabinete Alberto Fernández, político veterano que tanto a apoiou como a criticou no passado.

Peronista militante de esquerda, Cristina era vista como a principal concorrente de Macri.

As acusações contra ela podem lhe render uma pena de até 10 anos de prisão, caso seja considerada culpada de liderar um esquema de corrupção que fraudou o Estado em milhões de dólares.

Na condição de senadora, porém, ela tem imunidade contra uma prisão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *