Lava Jato: presos estão sendo transferidos para presídio de Bangu

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Publicado segunda-feira, 7 de maio de 2018 as 14:46, por: CdB

Os presos estão sendo levados para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, entre eles, condenados ou investigados pela Lava Jato e Operação Cadeia Velha

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que as transferências dos presos com curso superior que atualmente cumprem pena na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte da cidade, estão sendo feitas desde a semana passada e continuarão até o final desta semana. Os presos estão sendo levados para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, entre eles, condenados ou investigados pela Lava Jato e Operação Cadeia Velha.

Presos da Lava Jato estão sendo transferidos para presídio de Bangu

O local foi reformado pelo governo de Luiz Fernando Pezão e passou a receber réus e condenados da Lava Jato; incluindo o ex-governadores Sérgio Cabral e Anthony Garotinho e diversos ex-secretários e funcionários de Cabral.

Além de presos da Operação Cadeia Velha, como o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Jorge Picciani; atualmente em prisão domiciliar por uma decisão da 2ª Turma do STF. Em Benfica estão também; o ex-presidente da Alerj Paulo Melo e o deputado Edson Albertassi, ambos do MDB.

A Seap, no entanto, informou, em nota; “que não pode divulgar nomes para a segurança dos presos e dos inspetores de segurança e administração penitenciária”.

A Seap

A Seap informa ainda que as transferências estão sendo realizadas de acordo com as prioridades; desde sexta-feira, entre as unidades prisionais, por causa das adequações previstas no decreto de 27 de abril de 2018; publicado no Diário Oficial do estado de 3 de maio, assinado pelo interventor federal na segurança pública do Rio, general Walter Souza Braga Netto.

O decreto trata da reestruturação organizacional da Secretaria de Administração Penitenciária e tem por objetivo flexibilizar o fluxo de presos; entre 12 unidades prisionais do Estado. O decreto privilegia os critérios de segurança e redução de superlotação nas unidades prisionais.

Denúncia contra Temer

O depoimento do policial militar Abel de Queiroz, que relata duas entregas de pacotes com dinheiro vivo no escritório do advogado José Yunes, amigo próximo do presidente de facto, Michel Temer (MDB), entre 2013 e 2015, reforça a tese em curso na Procuradoria Geral da República (PGR) de uma nova terceira denúncia contra o emedebista, conforme apurou a reportagem do Correio do Brasil, no domingo.

Apesar do sigilo nas investigações, o depoimento prestado à Polícia Federal (PF) em 28 de março foi vazado para um dos diários conservadores paulistanos. Segundo ficha policial, o PM trabalhava como motorista da Transnacional. Trata-se de uma firma de transporte de valores; contratada por empresas alvos da operação Lava Jato, entre elas a Odebrecht, para a entrega de propinas aos corruptos.

Queiroz falou como testemunha no inquérito que apura pagamentos, pela empreiteira, de R$ 10 milhões a campanhas do MDB; supostamente acertados com Temer no Palácio do Jaburu, em 2014. Os investigadores estiveram no escritório de Nunes com Queiroz, que disse ter estado lá em pelo menos duas oportunidades.

As respostas

Advogado de Yunes, José Luís de Oliveira Lima disse, em nota, que seu cliente, “com mais de 50 anos de advocacia, jamais se prestou a desempenhar o papel de intermediário”.

Já o advogado de Temer, Brian Alves Prado, afirmou que a defesa do presidente não teve acesso ao depoimento. E não iria, portanto, pronunciar-se acerca do assunto.

Em fevereiro do ano passado, Temer já admitira, em comunicado, que pediu “auxílio formal e oficial” à Odebrecht na campanha de 2014. Ressaltou, contudo, que não autorizou ou solicitou que “nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral”.

Representantes da Transnacional, por fim, não foram encontrados.

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