Líder dos caminhoneiros deixa a reunião no Planalto: segue o locaute

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Publicado quinta-feira, 24 de maio de 2018 as 18:21, por: CdB

Movimento nacional dos caminhoneiros tende a seguir adiante, sem acordo entre empresários e governo. As negociações, no entanto, seguem adiante.

 

Por Redação – de Brasília

 

Presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes deixou uma reunião na Casa Civil antes do término na tarde desta quinta-feira. Ele afirmou que o sindicato patronal mantém posição de manutenção da greve dos motoristas; mas que outras entidades da categoria aceitaram suspender temporariamente a paralisação.

— Enquanto presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), não entregar projeto votado e assinado pelo presidente (Michel Temer), da minha parte não levanto o movimento — disse Lopes a jornalistas depois de sair da reunião sem que ela tivesse terminado.

Líder dos caminhoneiros, o empresário José da Fonseca Lopes quer que o locaute seja mantido
Líder dos caminhoneiros, o empresário José da Fonseca Lopes quer que o locaute seja mantido

Segundo afirmou, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, pediu na reunião “voto de confiança” de 15 dias, ou um mês; para o governo atender a exigência de redução da carga tributária sobre o diesel. A proposta teria sido aceita por outras associações; no encontro.

Desabastecimento

“A situação nas granjas produtoras é gravíssima; com falta de insumos e risco iminente de fome para os animais”. Foi o que afirmou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em nota, acrescentando que mais de 175 mil trabalhadores estão com as atividades suspensas.

Em Santa Catarina, um dos principais produtores nacionais dessas carnes, o risco é de “imprevisível impacto de ordem sanitária” em decorrência dos protestos, afirmaram o Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado (Sindicarne) e a Associação Catarinense de Avicultura (Acav).

“A ameaça atual e iminente é de perda massiva de ativos biológicos; com início de mortandade nas principais regiões produtoras”. É o que alertaram as entidades. Lembraram, por conseguinte, que Santa Catarina conta com um plantel de 5 milhões de suínos; e 118 milhões de aves alojadas.

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