Líder do governo coloca cargo à disposição

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Publicado quinta-feira, 19 de setembro de 2019 as 13:31, por: CdB

O senador Bezerra Coelho classificou a operação de busca e apreensão em seus endereços como excessiva. 

Por Redação, com ABr e Reuters – de Brasília

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), colocou o cargo à disposição. Ele disse que quer deixar o presidente da República, Jair Bolsonaro, à vontade para decidir sobre a permanência dele na função. Colelho foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira.

“Eu já conversei, pela manhã, com o presidente [do Senado] Davi Alcolumbre e com o ministro da Casa Civil da Presidência da República, o ministro Onyx [Lorenzoni]. E tomei a inciativa de colocar à disposição o cargo de líder do governo, para que o governo possa, ao longo dos próximos dias, fazer uma avaliação se não seria o momento de proceder a uma nova escolha, ou não”, disse.

Bezerra disse que, qualquer que seja a decisão do governo, continuará trabalhando pelas pautas como as reformas da Previdência e tributária
Bezerra disse que, qualquer que seja a decisão do governo, continuará trabalhando pelas pautas como as reformas da Previdência e tributária

O senador Bezerra Coelho disse que a operação de busca e apreensão em seus endereços foi um excesso.

Ainda segundo o senador, “todos” [no governo] estão querendo aprofundar a análise em cima do que baseou essas ações da PF as quais ele e o filho foram alvos, para que o governo possa se manifestar. Bezerra disse ainda que, independentemente de permanecer como líder do governo, pretende continuar auxiliando o Palácio do Planalto nas pautas de interesse do governo na Casa, como as reformas da Previdência e tributária e nas matérias que envolvem o pacto federativo.

Bezerra disse que, qualquer que seja a decisão do governo, continuará trabalhando pelas pautas que defende, como as reformas da Previdência e tributária, e as medidas do pacto federativo.

O senador também reafirmou posição já divulgada mais cedo por sua defesa, em nota, questionando a “extensão” e o “excesso” da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

“Decisão judicial a gente cumpre e depois você recorre e discute ao longo do processo”, disse, argumentando que a manifestação da Procuradoria-Geral da República questionava a necessidade das diligências desta quinta.

Na nota, a defesa do senador disse que causa “estranheza” a adoção de medidas cautelares “em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação”.

E, em um adendo, a defesa do senador citou manifestação da PGR contra a busca por considerar que teria pouca “utilidade prática”.

Em nota sem identificar os suspeitos, a Polícia Federal informou que a ação desta quinta-feira tem o objetivo de desarticular um esquema criminoso de pagamentos de vantagens indevidas por parte de empreiteiras em favor de autoridades públicas.

Ainda de acordo com a PF, Coelho recebeu R$ 5,5 milhões em propina durante o governo Dilma Rousseff, época em que chegou a chefiar o Ministério da Integração Nacional, conforme decisão do ministro Roberto Barroso, do STF, que autorizou a realização de busca e apreensão no gabinete do parlamentar nesta quinta-feira.

Policiais federais estão desde as primeiras horas de hoje no Senado e na Câmara dos Deputados cumprindo mandados de busca e apreensão nos gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do filho dele, deputado Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE).

Instaurada no ano de 2017, a investigação teve início a partir de colaborações de investigados presos no âmbito da operação Turbulência, deflagrada em junho de 2016, que apurava o uso de empresas de fachada na lavagem de dinheiro de empreiteiras e no pagamento de propinas a políticos, segundo a PF.

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