Líder petista, Edinho Silva apoia a formação de uma frente de esquerda

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Publicado quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021 as 16:24, por: CdB

Durante a entrevista promovida pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, da qual participou o Correio do Brasil, entre outros veículos da mídia independente, Edinho Silva revelou estar “à flor da pele”, ansioso com o futuro da política brasileira.

Por Redação – de Araraquara, SP

Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e prefeito de Araraquara (SP), em seu terceiro mandato, o petista histórico Edinho Silva apoia a formação de uma frente de esquerda, também na mídia. Durante recente encontro digital realizado pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, Edinho Silva saiu em defesa de uma articulação ampla de setores democráticos, com a presença de jornais e sites de notícias progressistas, para enfrentar correntes políticas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Edinho Silva (PT-SP) trabalha na mobilização de uma frente de esquerda também na mídia independente

— Não será um único partido de esquerda que será capaz de derrotar a direita bolsonarista. Não podemos entrar no processo fragmentados e fragilizados. A falta de unidade do nosso campo é trágica, porque o outro lado dialoga com o fascismo mesmo — afirmou.

Durante a entrevista, da qual participou o Correio do Brasil, entre outros veículos da mídia independente, Edinho Silva revelou estar “à flor da pele”, ansioso com o futuro da política brasileira. 

— O velho ruiu e o novo não surgiu, ainda. Gostaria que a esquerda se reciclasse, que fosse o novo que ainda não surgiu — disse.

Direita enraizada

Neste contexto, ex-ministro classificou como equivocada a pré-candidatura precoce de Fernando Haddad à presidência pelo PT em 2022.

— Vou dizer uma coisa que, talvez, meus companheiros do PT fiquem bravos. Reconheço mesmo a liderança de Fernando Haddad. Mas lançá-lo como candidato à presidência nesse momento é um imenso erro. Não pelo Fernando. Mas pelo não processo de construção — acrescentou.

O Brasil de 2022, pontua, não é o mesmo país de 2010, quando a presidenta deposta Dilma Rousseff (PT) foi eleita pela primeira vez. Ele argumenta que a extrema direita está “enraizada” no país, consolidada na figura do presidente Bolsonaro. Mesmo com o avanço de sua reprovação, o atual mandatário sustenta um eleitorado relevante, acima dos 30%.

— As pesquisas mostram. Uma direita enraizada que construiu base social. Construiu identidade. Temos que construir um campo democrático. Quem da esquerda quer criar uma frente? Se nós não sairmos conversando, ninguém — resumiu.

Assista à entrevista, na íntegra:

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