Líderes democratas repudiam onda neofascista que faz vítimas fatais no país

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Publicado terça-feira, 9 de outubro de 2018 as 16:26, por: CdB

“Um mestre de capoeira foi assassinado com 12 facadas por um apoiador de Bolsonaro em Salvador por criticar o candidato. Este é o clima de ódio e intolerância semeado pelo discurso de Bolsonaro”, disse Boulos no Twitter.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo

 

Coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato do PSOL à Presidência da República, no primeiro turno das atuais eleições, o professor Guilherme Boulos lamentou a morte do mestre de capoeira Moa do Katende, nesta terça-feira. O artista soteropolitano levou 12 facadas nas costas, em Salvador (BA), após dizer que votou no candidato da Frente Democrática para a Presidência da República, Fernando Haddad (PT).

Boulos falou aos jornalistas, no acampamento em apoio ao ex-presidente Lula
Boulos protestou contra os ataques cometidos por partidários do candidato neonazista Jair Bolsonaro (PFL)

“Um mestre de capoeira foi assassinado com 12 facadas por um apoiador de Bolsonaro em Salvador por criticar o candidato. Este é o clima de ódio e intolerância semeado pelo discurso de Bolsonaro”, disse Boulos no Twitter.

Na mesma rede social, o dirigente do MTST havia dito que “o que está em jogo hoje não é só uma eleição, é a esperança pra uma geração. Não vamos abrir mão da democracia. E também não vamos abrir mão dos nossos sonhos”. “Sem ódio e sem medo”.

Forte emoção

Mestre baiano de capoeira e compositor, Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, o Mestre Moa do Katendê foi morto brutalmente a facadas por um partidário do candidato Jair Bolsonaro (PSL), na madrugada passada. O artista jaz no cemitério Quinta dos Lázaros, no bairro da Baixa de Quintas, após enterro, na véspera, sob forte emoção. Assassinado na madrugada da própria segunda, Mestre Moa foi enterrada sob gritos de “EleNão!”, referência ao movimento contra Bolsonaro.

Outra vítima da onda fascista que assola o país, em Recife (PE), uma jornalista do Jornal do Commercio foi agredida e ameaçada de estupro por dois homens na tarde deste domingo. De acordo com a jornalista, dois homens ameaçaram-na de estupro no momento em que saía do local de votação, no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife. Ela informou à Polícia que um deles vestia camisa de Bolsonaro.

Em Teresina, um jovem foi espancado por simpatizantes do candidato neofascista por estar vestindo uma camiseta vermelha. O pai do arquiteto postou as imagens em seu Facebook no sábado. De acordo com o depoimento de Paulo Bezerra, eles agrediram o rapaz enquanto gritavam palavras de ordem. No vídeo é possível ouvir alguns falando “é comunista”, como justificativa para as agressões. Os homens que espancam o jovem vestem camisas com o rosto e nome do ex-capitão.

Fascista

Ainda nesta terça-feira, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) usou sua conta no Twitter para alertar sobre as pautas extremistas do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). “Esse é o Brasil que o candidato do fascismo QUER? Ele não liga para as mortes e agressões que surgem derivadas de seu ódio!”, escreveu.

“Nenhum pio! Toda solidariedade a irmã de Marielle e sua família!!!”, protestou a congressista no Twitter, lembrando que a irmã de Marielle Franco, a vereadora assassinada no Rio de Janeiro, relatou em sua página no Facebook ter recebido gritos no rosto enquanto andava na rua com sua filha de dois anos no colo, sem roupa de político, partido ou bandeira.

Jandira também ressaltou a possibilidade de retrocessos dos direitos trabalhistas com um eventual governo Bolsonaro. “Podemos evitar esse desastre desta vez, antes que seja tarde para o povo mais pobre”, acrescentou.

A parlamentar também criticou a proposta de Bolsonaro de liberar o porte de armas para a população. “O Brasil precisa de um futuro de desenvolvimento! E isso não se faz com armas e mais violência!”, disse.

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