Líderes de partidos da esquerda cobram unidade ante ameaça da direita

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Publicado segunda-feira, 23 de julho de 2018 as 16:46, por: CdB

O PDT, do ex-governador Ciro Gomes, tentou, sem sucesso, o apoio de legendas conservadoras, mas estas migraram para o ninho tucano.

 

Por Redação – de São Paulo

Na corrida contra o tempo, os partidos do campo das esquerdas tentam, ainda sem sucesso, promover um entendimento capaz de superar as candidaturas já cristalizadas na direita, com o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), e na extrema direita, com Jair Bolsonaro (PSL). A principal dificuldade está entre aqueles partidos que já lançaram seus candidatos.

Ciro Gomes tem sido evitado por Bolsonaro, em debates eleitorais
Ciro Gomes tem sido evitado por Bolsonaro, em debates eleitorais

O PDT, do ex-governador Ciro Gomes, tentou, sem sucesso, o apoio de legendas conservadoras, mas estas migraram para o ninho tucano. O movimento o afastou da centro-esquerda que, até agora, não sabe se contará com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cédula eleitoral. A tendência de que seja barrado, nos tribunais eleitoral e de Justiça, segue majoritária.

Coalizão

O PCdoB, por sua vez, lançou a candidatura de Manuela D’Ávila, e tenta, agora, encontrar uma alternativa para justificar a chamada à coalizão de esquerda. Sob forte pressão dos setores que apostam em uma aliança com o PDT, o discurso pela unidade parece sem sentido.

Na noite passada, contudo, o Comitê Central do PCdoB reafirmou que a estratégia eleitoral para derrotar a direita nas eleições de outubro está na unidade.

“O PCdoB reafirma a convicção de que a estratégia política da esquerda e das demais forças democráticas, populares e patrióticas deve ter por centro a vitória eleitoral em outubro, o que exige marcharem unidas desde já”, afirma nota divulgada pelo partido.

Nota do PCdoB

No documento, o PCdoB conclama “o PT, PDT, PSB, PSOL e demais forças progressistas a construírem a unidade, já no primeiro turno, para vencer as eleições, derrotar a agenda neoliberal e neocolonial de Alckmin, Temer e Bolsonaro, retirar o Brasil da crise e encaminhá-lo a um novo ciclo de desenvolvimento soberano com geração de empregos, distribuição de renda e direitos”.

Leia, adiante, a nota do PCdoB:

PCdoB conclama PT, PDT, PSB e PSOL: Unidade desde já

“Aberto o calendário das convenções partidárias, vem à tona uma nítida orquestração das forças conservadoras que entronizaram o desastroso governo Temer para tentar vencer as eleições presidenciais com uma candidatura do consórcio golpista.

“Desenha-se uma coesão do campo político da direita e centro-direita em torno do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Faz parte dessa orquestração tentar isolar o candidato do PDT, Ciro Gomes, e, também, concorrentes do tucano pertencentes ao seu espectro político. E, ainda, manter a candidatura do MDB, Henrique Meirelles, com o intuito de descolar Alckmin de Temer.

“Não se deve subestimar esse movimento de reforço a Alckmin, nem o candidato de matiz fascista Jair Bolsonaro; mas a disputa presidencial está longe de estar definida. Seguirá acirrada e de resultado incerto, mesmo com o líder das pesquisas, o ex-presidente Lula, mantido arbitrariamente encarcerado.

Marcha unida

“O PCdoB prossegue a luta pela liberdade do ex-presidente e pelo seu legítimo direito de ser candidato. Alckmin carregará nos ombros, mesmo que se esquive, o governo que imputou grande sofrimento e tragédias ao nosso povo; e seu programa é antinacional, antipopular e autoritário.

“Neste cenário, o PCdoB reafirma a convicção de que a estratégia política da esquerda e das demais forças democráticas, populares e patrióticas deve ter por centro a vitória eleitoral em outubro, o que exige marcharem unidas desde já.

“Para isto, o PCdoB conclama o PT, PDT, PSB, PSOL e demais forças progressistas a construírem a unidade, já no primeiro turno, para vencer as eleições, derrotar a agenda neoliberal e neocolonial de Alckmin, Temer e Bolsonaro, retirar o Brasil da crise e encaminhá-lo a um novo ciclo de desenvolvimento soberano com geração de empregos, distribuição de renda e direitos.

Lula livre

“Da parte do PCdoB, reiteramos que Manuela D’Ávila, que segue com sua exitosa pré-campanha, renovará seu empenho para que se viabilize a união do campo progressista, condição imperativa para que alcancemos a quinta vitória do povo.
São Paulo, 22 de julho de 2018

“Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)”.

O PSOL, por último, segue adiante com a candidatura própria, do cientista social Guilherme Boulos, com apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sua inflexão junto aos eleitores, porém, permanece mínima, com perto de 1% dos votos previstos.

Boulos, no entanto, defende o direito de o ex-presidente Lula disputar as eleições, em liberdade.

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