Lockdown mais rígido  eleva risco de recessão na Alemanha

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Publicado segunda-feira, 14 de dezembro de 2020 as 13:25, por: CdB

A decisão da Alemanha de endurecer um segundo lockdown em resposta ao coronavírus aumentou o risco de outra recessão na maior economia da Europa, disseram economistas nesta segunda-feira.

Por Redação, com Reuters – de Berlim

A decisão da Alemanha de endurecer um segundo lockdown em resposta ao coronavírus aumentou o risco de outra recessão na maior economia da Europa, disseram economistas nesta segunda-feira.

Colônia, Alemanha, antes do lockdown
Colônia, Alemanha, antes do lockdown

A chanceler Angela Merkel e outros líderes concordaram no domingo em fechar a maioria das lojas de quarta-feira até pelo menos 10 de janeiro para reverter uma onda de infecções por covid-19, já que restrições mais leves introduzidas em 2 de novembro não conseguiram controlar a alta nos casos.

A economia alemã sofreu sua pior recessão já registrada depois que a primeira onda de infecções por coronavírus reduziu o Produto Interno Bruto do país em 1,7% no primeiro trimestre e a taxa sem precedentes de 9,8% no segundo trimestre.

A economia teve recuperação de 8,5%, ritmo mais forte do que o esperado, no terceiro trimestre, impulsionada por maiores gastos do consumidor e pelas exportações.

Lockdown nacional

O ministro da Economia alemão, Peter Altmaier, disse nesta segunda-feira que espera que a Alemanha possa evitar outra recessão, apesar da decisão de apertar o lockdown nacional.

Mas economistas do Commerzbank, Berenberg Bank, Deutsche Bank e ING concordaram que esse cenário é altamente improvável e que o lockdown mais rígido está empurrando a maior economia da Europa para uma segunda recessão, também chamada de recessão de duplo tombo.

O Commerzbank agora espera que a economia alemã recue pelo menos 1% nos últimos três meses deste ano e 0,5% nos primeiros três meses do próximo ano.

O economista do Berenberg Bank Holger Schmieding disse que agora espera que o PIB recue 1,8% no quarto trimestre, abaixo de sua estimativa anterior de queda de 1,0%.