Londres pode sediar Olimpíada deste ano se coronavírus forçar transferência, diz Shaun Bailey

Arquivado em: Destaque do Dia, Esportes, Esportes Olímpicos, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020 as 12:05, por: CdB

Londres estaria disposta a sediar a Olimpíada de 2020 se o surto de coronavírus forçar uma transferência de Tóquio, disse Shaun Bailey, candidato conservador à prefeitura.

Por Redação, com Reuters – de Londres/Tóquio

Londres estaria disposta a sediar a Olimpíada de 2020 se o surto de coronavírus forçar uma transferência de Tóquio, disse Shaun Bailey, candidato conservador à prefeitura da capital britânica.

Shaun Bailey, candidato a prefeito de Londres, durante evento do Partido Conservador em Manchester
Shaun Bailey, candidato a prefeito de Londres, durante evento do Partido Conservador em Manchester

Londres sediou os Jogos em 2012.

O coronavírus, que é semelhante à gripe e já matou mais de 2 mil pessoas na China e infectou mais de 74 mil globalmente, está tendo um grande impacto no calendário esportivo da Ásia – vários eventos foram cancelados e adiados.

Os Jogos de Tóquio

Como os Jogos de Tóquio devem começar em 24 de julho, os organizadores montaram uma força-tarefa para se coordenarem com autoridades de saúde pública a respeito da epidemia. O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que foi informado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que não é o caso de acionar planos de contingência para cancelar ou transferir os Jogos.

No Japão, centenas de pessoas foram infectadas pelo vírus e já houve duas mortes no navio de cruzeiro Diamond Princess, ancorado no porto de Yokohama, o que provocou o receio de que o maior evento esportivo do mundo possa não acontecer.

Bailey disse que Londres está bem preparada para assumir o compromisso se Tóquio precisar, e fez um apelo para que COI considere a cidade uma alternativa.

– Londres pode sediar a #Olimpíada em 2020 – escreveu ele no Twitter. “Dado o transtorno atual causado pelo surto de coronavírus, faço um apelo para o Comitê Olímpico cogitar seriamente como Londres poderia se preparar para sediar a Olimpíada caso surja a necessidade”, disse ele em um comunicado.

– Temos a infraestrutura e a experiência, e se eu for eleito farei com que Londres fique pronta para sediar novamente a maior celebração esportiva, se formos convocados em um momento de necessidade.

A eleição municipal londrina deve acontecer em 7 de maio, e Bailey aparece nas pesquisas de opinião atrás do atual prefeito, Sadiq Khan.

Vasos sanitários de chão

Na ilha de Miyajima, no sudoeste do Japão, existe uma atração nova em folha para os turistas a pouca distância do local de um dos templos mais antigos do país: uma área de banheiros públicos de última geração quase do tamanho de uma quadra de tênis.

A instalação de 183 metros quadrados, uma parceria do município e da Toto, a maior fabricante japonesa de vasos sanitários, é só uma das centenas que foram aprimoradas em todo o país antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020, e envolve a remoção dos tradicionais vasos sanitários de chãos pensando nos turistas estrangeiros.

O desafio é nada diante daquele enfrentado pelos planejadores da Olimpíada de Tóquio anterior. Antes dos Jogos de 1964, só 20% da cidade tinha rede de esgotos, latrinas de poço se espalhavam pela capital e caminhões apelidados de “vagões de mel” percorriam os bairros para sugar os dejetos humanos em tanques e descartá-los em outros locais.

Mas o programa de reforma para 2020 se baseia em um conceito público de saneamento avançado que se enraizou na psique japonesa desde os anos 1960, disse Masakazu Toki, professor emérito de antropologia cultural da Universidade Edogawa.

– O Japão queria se tornar um ‘país de ponta’ aos olhos de seus visitantes tornando o país impecavelmente limpo, o que ficou evidente em uma campanha para tornar as ruas mais limpas antes da Olimpíada de 1964 – disse Toki.

Trens-bala, uma economia forte, higiene, tudo isso era parte do processo de criar uma nova identidade “de nação avançada”, e a higiene continua sendo uma parte integral da identidade nacional, acrescentou.

A Olimpíada deste ano não é exceção.

Como uma pesquisa do governo mostrou que cerca de 40% dos banheiros públicos do Japão tinham vasos sanitários de chãos em 2016, o governo iniciou uma campanha para ajudar os municípios, particularmente em destinos populares, como Kyoto, a financiarem a conversão destes para vasos com assentos, prevendo que os turistas olímpicos explorarão muito além de Tóquio.

Estatísticas da Agência de Turismo do Japão mostram que um total de 332 banheiros foram reformados entre os anos fiscais de 2017 e 2019

Além de estabelecer uma higiene digna da louvor, a revolução dos banheiros japoneses fomentou uma cultura de vasos sanitários que chegou a gerar um personagem popular de anime com nádegas no lugar da cabeça e “museus do cocô” que oferecem uma homenagem divertida às visitas ao banheiro, além de banheiros equipados com geringonças de alta tecnologia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *