Lula encerra etapa gaúcha da caravana, que enfrentou a violência dos fascistas

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Publicado sábado, 24 de março de 2018 as 15:17, por: CdB

A caravana de Lula enfrentou um bloqueio promovido por ruralistas e integrantes de grupos ligados ao fascismo; até a chegada ao local do encontro.

 

Por Redação, com RBA – de São Leopoldo (RS)

 

Durante o discurso, diante de 15 mil pessoas no centro de São Leopoldo (RS), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um momento de saudade. Cantou versos do cantor Teixeirinha. A música era Gaúcho de Passo Fundo. Ele arrematou: “…e trato todo mundo com o maior respeito”.

— Não é assim? Era só isso que eu queria cantar lá hoje — disse, puxando aplausos.

Lula foi recebido por uma multidão, em São Leopoldo (RS)
Lula foi recebido por uma multidão, em São Leopoldo (RS)

A caravana de Lula enfrentou um bloqueio promovido por ruralistas e integrantes de grupos ligados ao fascismo; até a chegada ao local do encontro. A música fez referência foi à movimentação de sindicatos rurais e políticos de direita da cidade da região norte do Estado. Eles barraram a chegada da caravana petista. A primeira vez que tamanho ato de violência acontece; desde que Lula começou suas viagens pelo Brasil, no ano passado.



Os problemas na região norte do Rio Grande do Sul atrasaram os planos da viagem. Por questões de segurança, recomendação da própria Brigada Militar — que não reprimiu as ameaças e a violência desencadeada por grupos fascistas — o ato na cidade foi cancelado. Lula disse não ter se surpreendido.

Primeiro turno

— Eu sou um cidadão bem informado. Eu tinha bastante conhecimento da situação do Rio Grande do Sul, sabia dos resultados eleitorais e venho acompanhando os discursos e comentários. Veja que eu resolvi fazer uma caravana não-eleitoral. Senão, eu teria escolhido as dez maiores cidades do Estado e fazer atos como esse. Escolhi a região menos habitada demograficamente — afirmou.

A decisão de concorrer à Presidência este ano, segundo ele, também estaria embalada em não aceitar “a raiva e o ódio” que estariam estabelecidos na sociedade brasileira. E que se conseguir se registrar como candidato, sem medo de ser ufanista, ganha no primeiro turno.

— Será que eles não aprendem a jogar o jogo democrático? Eles acham que são bons? Ora, disputem as eleições. Coloquem um monte de candidatos e elejam. É o (Michel) Temer (MDB)? Que seja o Temer, não tem problema. É o (Geraldo) Alckmin (PSDB)? É o Bolsonaro (PSL)? Não tem problema. Só não pode ser a Manuela (D’Ávila, PCdoB) e o (Guilherme) Boulos (Psol) que nós vamos estar juntos em algum momento. Indiquem quem quiserem e vamos para a disputa — desafiou.

Boca Maldita



Sem comentar o julgamento do Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) ou o acordo de adiar uma decisão a respeito dele até o dia 4 de abril, Lula ironizou sobre o fim da sua caravana na região Sul do país.

— Vou terminar minha caravana na Boca Maldita, no centro de Curitiba. Vou fazer isso porque aprendi desde pequeno: quem não deve não teme. Quem é honesto, não baixa a cabeça — afirmou.



A capital paranaense é a origem dos processos da Lava Jato contra ele e onde boa parte dos políticos presos é mantida. Inclusive o ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB).

Emprego

Na fala em São Leopoldo, uma das cidades gaúchas onde o PT conquistou prefeitura em 2016, com Ary Vannazi, Lula deu uma amostra de que pretende seguir o slogan do governo interrompido de Dilma Rousseff (PT), com foco na educação.

— Quero voltar a ser candidato para provar que é possível fazer mais educação, que é possível fazer mais saúde. Eles que se preparem porque eu vou federalizar o ensino médio nesse país. Se vai custar dinheiro, ótimo. Eu tenho dito todo dia que educação não é gasto, é investimento. Eles sabem que vamos voltar a gerar emprego — concluiu.

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