Lula passa Ano Novo na cela mas ouve homenagens de militantes

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Publicado segunda-feira, 31 de dezembro de 2018 as 14:20, por: CdB

A programação começou às nove da manhã, com o tradicional “bom dia” ao ex-presidente. Quem comanda a atividade é o grupo Mulheres pela Liberdade do Lula. Além de atividades artísticas e culturais, durante todo o dia, foi confirmado um ato político no final da tarde.

 

Por Redação, com ABr – de Curitiba

 

Militantes políticos, parlamentares e integrantes de movimentos populares reuniram-se, nesta segunda-feira, em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), para celebrar o Ano Novo próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há 269 dias no local após condenação no chamado “caso triplex”. Assim como aconteceu no Natal, familiares e apoiadores de Lula oferecem “calor humano” ao petista, celebram a vida e protestam contra as arbitrariedades do Poder Judiciário.

Centenas de militantes prestam homenagem ao ex-presidente Lula, preso em Curitiba
Centenas de militantes prestam homenagem ao ex-presidente Lula, preso em Curitiba

A programação começou às nove da manhã, com o tradicional “bom dia” ao ex-presidente. Quem comanda a atividade é o grupo Mulheres pela Liberdade do Lula. Além de atividades artísticas e culturais, durante todo o dia, foi confirmado um ato político no final da tarde, com a presença de políticos, amigos e integrantes de caravanas de diferentes estados. Em seguida, haverá um ato inter-religioso, seguido de uma comemoração pela chegada de 2019 – chamada pela organização de “Virada do ano Lula Livre”.

O Comitê Lula Livre divulgou uma mensagem de final de ano em que critica a escolha de Sérgio Moro como ministro de Jair Bolsonaro (PSL) e afirma que a crise em que o Brasil está mergulhado começou em 2014. Naquele ano, foi deflagrada a operação Lava Jato, Dilma Rousseff (PT) foi eleita presidenta da República e os setores conservadores não aceitaram o resultado das urnas. A mensagem, em forma de vídeo, ressalta a necessidade de se lutar pela liberdade do ex-presidente no ano que está por vir.

Militância

A maior parte das caravanas chegou a Curitiba no domingo. Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT e deputada federal eleita em outubro, confirmou presença e reforçou durante o fim de semana, nas redes sociais, a importância da atividade.

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), que disputou o segundo turno das eleições presidenciais em 2018, gravou um vídeo para convocar a militância:

— Acho que vai ser muito importante ele sentir o calor humano dos seus apoiadores, dos seus companheiros e companheiras, que há tantos meses se fazem presentes nessa situação difícil em que ele se encontra — disse.

Acampamento

A expectativa da organização da Vigília Lula Livre é superar, neste dia 31, a marca de 500 pessoas, atingida durante a celebração do Natal.

— É o último dia do ano. Com muita resistência e luta, ficaremos aqui e começaremos 2019 — discursou uma manifestante.

Na cela da PF, Lula deve ter um Ano Novo igual ao dos demais presos: visitas não são permitidas, e o cardápio deve ser o mesmo dos outros detentos.

Por volta do meio-dia, cerca de 600 pessoas estavam no local, segundo a organização. A Polícia Militar acompanha a manifestação e interditou a rua em frente ao acampamento.

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