A luta dos trabalhadores e o movimento sindical

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Publicado sexta-feira, 21 de agosto de 2020 as 10:11, por: CdB

Pressionados e provocados pela direção dos Correios que violou acordos vigentes, restringiu conquistas e desprezou as regras sanitárias de prevenção na pandemia os trabalhadores decretaram greve nacional, dirigida pelas duas federações e pelos sindicatos da categoria que têm a responsabilidade de conduzir o processo.

Por João Guilherme Vargas Netto – de São Paulo

Pressionados e provocados pela direção dos Correios que violou acordos vigentes, restringiu conquistas e desprezou as regras sanitárias de prevenção na pandemia os trabalhadores decretaram greve nacional, dirigida pelas duas federações e pelos sindicatos da categoria que têm a responsabilidade de conduzir o processo.

As centrais sindicais apoiaram em manifesto o movimento e conclamaram a todos os sindicatos a darem suporte às inúmeras manifestações programadas
As centrais sindicais apoiaram em manifesto o movimento e conclamaram a todos os sindicatos a darem suporte às inúmeras manifestações programadas

Em São Paulo a assembleia virtual que a decretou teve participação maciça com aprovação de quatro mil trabalhadores; em outras cidades e Estados as assembleias presenciais também foram muito expressivas. A greve conta com a adesão entusiasmada dos carteiros, empacotadores, distribuidores e do pessoal administrativo.

Uma de suas motivações, que faz dela também uma greve política, é a denúncia e o protesto contra a alegada privatização dos Correios.

A empresa, intransigente, recusa-se a negociar e tenta através dos tribunais restringir o alcance da paralisação.

As centrais sindicais

As centrais sindicais apoiaram em manifesto o movimento e conclamaram a todos os sindicatos a darem suporte às inúmeras manifestações programadas. Viva a luta dos trabalhadores!

A partir da boa entrevista do diretor-técnico do Dieese, Fausto Augusto, à Agência Sindical circula e deve ser lido e valorizado o boletim “De olho nas negociações”, número 1, de agosto de 2020, em que se afirma que a pandemia mudou o contexto das negociações coletivas no primeiro semestre de 2020 porque a maioria das cláusulas negociadas tem relação com a covid-19 (www.dieese.org.br/boletimnegociacao/2020).

Das várias tabelas apresentadas com números que comparam o primeiro semestre de 2020 ao primeiro semestre de 2019 quero destacar aquela que considero a tabela-síntese, a comparação entre o número de instrumentos coletivos registrados no Sistema Mediador nos dois períodos. Enquanto em 2019 houve 8.574 registros o número subiu para 8.827 em 2020.

Estes números demonstram a presença e a relevância do movimento sindical ao negociar em 2020 na difícil conjuntura ocasionada pela pandemia mais do que no ano passado.

Os sindicatos e todas as entidades estiveram presentes em defesa dos trabalhadores buscando soluções coletivas negociadas. Viva o movimento sindical!

 

João Guilherme Vargas Netto, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.

 As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil