Macron procura um acordo mais amplo com o Irã

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Publicado quarta-feira, 2 de maio de 2018 as 14:05, por: CdB

Macron ressaltou que o acordo é a melhor maneira de monitorar a atual atividade do regime iraniano e se mostrou a favor de respeitar a negociação assinada por vários países

Por Redação, com EFE – de Paris:

O presidente da França, Emmanuel Macron, se mostrou nesta quarta-feira a favor de buscar um acordo nuclear mais amplo com o Irã, independente dos Estados Unidos decidirem finalmente deixar o acordo assinado em 2015.

O presidente da França, Emmanuel Macron

– Não sei o que o presidente dos Estados Unidos decidirá no dia 12 de maio – disse Macron à imprensa, em Sydney, em seu segundo dia da sua visita oficial à Austrália.

– Qualquer que seja a decisão, temos que preparar uma negociação e um acordo mais amplo, pois acredito; que ninguém quer uma guerra ou uma escalada em termos de tensão na região”, acrescentou o mandatário francês.

O presidente dos EUA, Donald Trump, planeja anunciar no próximo dia 12; se vai se rerirar ou não do acordo assinado entre Irã e o G5+1 (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha); que regulamenta os controles de energia nuclear iraniano em troca do levantamento de sanções.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu; apresentou na última segunda-feira alguns documentos que, segundo ele; eram cópias de um arquivo secreto iraniano obtidos pelos serviços de inteligência de um programa oculto para desenvolver armas nucleares.

Acordo

Macron ressaltou que o acordo é a melhor maneira de monitorar a atual atividade do regime iraniano; e se mostrou a favor de respeitar a negociação assinada por vários países.

Ao mesmo tempo, qualificou o pacto com Teerã como “um ponto de partida” e defendeu sua expansão para além de 2025; enquanto melhorava o controle da atividade balística do regime iraniano e continha sua atividade na região.

O presidente francês fez estas declarações em uma audiência com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull; que também defendeu o acordo com o Irã como “a melhor opção; que temos disponível e apoiamos sua continuidade”.

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