Mãe é baleada em frente à filha no Rio

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Publicado sexta-feira, 28 de setembro de 2018 as 12:31, por: CdB

A PM informou que os policiais fizeram buscas na região para tentar localizar os suspeitos, mas ninguém foi preso. O caso foi encaminhado para a 41ª DP e é apurado pela Polícia Civil.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Uma mulher foi baleada nesta sexta-feira, ao lado da filha de 8 anos, durante tentativa de assalto em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade.

Uma mulher foi baleada nesta sexta-feira, ao lado da filha de 8 anos

Dwala Fontoura Costa estava no carro com a filha e fazia a tradicional distribuição de doces do dia dos santos Cosme e Damião, quando foi abordada por criminosos armados que tentaram levar o veículo. O crime aconteceu no bairro Pechincha.

Segundo a Polícia Milita (PM), agentes do 18º BPM, de Jacarepaguá, foram acionados e ao chegarem à Rua Comendador Siqueira, encontraram a Dwala baleada no ombro. Os bandidos fugiram sem levar nada, e a mulher foi encaminhada ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.

A PM informou que os policiais fizeram buscas na região para tentar localizar os suspeitos, mas ninguém foi preso. O caso foi encaminhado para a 41ª DP e é apurado pela Polícia Civil.

Roubo de cargas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu  25 de um total de 37 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça em uma grande operação para combater o roubo de cargas. De acordo com investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, essa quadrilha planejava invadir a comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, após a prisão dos líderes das duas facções criminosas da região, comandadas por Antonio Bonfim Lopes, o Nem, e Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que estão na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

De acordo com a Polícia Civil, somente em 2017, o prejuízo causado pelos roubos de cargas executados pela quadrilha foi de aproximadamente R$ 600 milhões. Os crimes de roubo de cargas ocorreram em vias expressas como a Avenida Brasil, Avenida Automóvel Clube e Rodovia Presidente Dutra.

As investigações duraram cerca de dez meses. Traficantes roubavam as cargas para financiar a compra de armas e drogas. Para executar os crimes, a quadrilha usava armamento de guerra, como fuzis, granadas e pistolas, e se beneficiavam do poder territorial em comunidades pobres para desembarcar e revender o material roubado.

Como medida de prevenção de possíveis abordagens, os criminosos usavam uniformes da polícia, bloqueadores de GPS e usavam integrantes da quadrilha para fazer o papel de batedores. Os criminosos também recebiam ajuda de motoristas e vigilantes das empresas de transportes de cargas, que forneciam informações privilegiadas sobre deslocamentos dos veículos e carga que os veículos estavam levando.

A Polícia Civil levantou, ainda, que o grupo recebia apoio de facções criminosas do Rio e de São Paulo. O núcleo da quadrilha era a Cidade Alta, no bairro de Cordovil, na Zona Norte, que tem acesso fácil pela Avenida Brasil e também pela Rodovia Presidente Dutra.

A quadrilha atuava em associação com traficantes de diversas outras áreas, entre elas, a comunidade do Muquiço, em Marechal Hermes; a Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste; Quitanda, no Complexo da Pedreira; no Complexo da Maré, na zona norte, com ramificações em São Gonçalo, na região metropolitana e também na Região dos Lagos.

Denúncia

De acordo com a 6ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal do Ministério Público do Rio, os criminosos praticavam roubos de cargas de veículos de transporte para consolidar o poder e financiar o tráfico de drogas.

Entre os 37 denunciados há chefes do tráfico, assaltantes, seguranças privados, motoristas e batedores. Os criminosos responderão na Justiça pelos crimes de associação para o tráfico e financiamento do tráfico por meio dos roubos de carga.

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