Maia aponta ‘colapso social’ no Brasil e cobra atitude de Bolsonaro

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Publicado quinta-feira, 18 de julho de 2019 as 18:58, por: CdB

Maia ainda tentou defendera a Operação Lava Jato, hoje sob suspeita de abrigar crimes em série, conforme denunciam as mensagens vazadas à agência norte-americana de notícias Intercept.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

Presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) constatou, nesta quinta-feira, que o país vive um “colapso social” há alguns meses. Diante do quadro de extrema dificuldade econômica, seria preciso que os ministros do governo Jair Bolsonaro (PSL) “cada um, na pasta que tem, ajudar a resolver essa crise social, desse colapso social em que o Brasil entrou já há alguns meses”.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) credita possível aprovação da reforma da Previdência, em Plenário, à atuação dos parlamentares
Rodrigo Maia (DEM-RJ) credita possível aprovação da reforma da Previdência, em Plenário, à atuação dos parlamentares

— Não foi no governo dele, mas se aprofundou com a queda da expectativa de crescimento econômico — disse o parlamentar ao diário conservador espanhol El País.

Maia ainda tentou defendera a Operação Lava Jato, hoje sob suspeita de abrigar crimes em série, conforme denunciam as mensagens vazadas à agência norte-americana de notícias Intercept Brasil. As matérias publicadas denunciam a manipulação e o direcionamento dos processos que interferiram no processo democrático brasileiro.

— Se algum tipo de excesso ocorreu na margem, ocorreu. O que não pode é ter uma operação que tinha um foco específico onde as partes combinavam as coisas. Acho que tem de esperar avançar um pouco mais nesses vazamentos — disse.

Cobranças

Segundo Maia, os parlamentares não devem se “precipitar em relação ao que já apareceu”.

— É preciso esperar para ver se de fato foi algo pontual, ou se foi um erro sistêmico da relação entre procuradores e juiz — acrescentou.

Segundo o presidente da Câmara, o ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública tende a permanecer no cargo, apesar do conteúdo revelado pela agência.

— Não tenho nenhuma informação que ele vá deixar o cargo. Certamente ele, que entrou na arena política, e está sendo contestado por uma parte de sociedade, não estava acostumado a isso. Agora terá de viver com a realidade da política, onde a transparência é maior, as cobranças são maiores — previu.

O parlamentar lembra que “em determinado momento, Moro foi quase unanimidade no Brasil”.

— Agora ele começa a ter uns questionamentos jurídicos, mas ainda está muito no início dos vazamentos, para estar na posição de ter de sair do ministério. Não digo que as conversas são erradas ou criminosas. Mas terá de responder com a competência que ele tem — concluiu.

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