Maia tenta ganhar apoio de parte da esquerda para sua reeleição

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Publicado segunda-feira, 14 de janeiro de 2019 as 14:56, por: CdB

Até agora, Maia contabiliza o apoio do governista PSL, para a eleição que acontecerá no primeiro dia de fevereiro.

 

Por Redação – de Brasília

 

Atual presidente da Câmara e candidato à reeleição, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse, nesta segunda-feira, que tem “conversado e firmado compromissos” tanto com partidos da esquerda quanto da base do governo de extrema direita do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já teria votos suficientes, em tese, para vencer a eleição

“A presidência da Câmara não é de governo nem de oposição. Quanto mais representativo o comando da Casa, mais independente e altivo o Legislativo”, escreveu o parlamentar em sua conta oficial no Twitter. “É por isso que tenho conversado e firmado compromissos tanto com partidos e parlamentares ligados ao governo quanto com aqueles que representam legitimamente a oposição”, acrescentou.

Segundo Maia, pautas que “inquietam e mobilizam” a sociedade precisam ser debatidos; da mesma forma que temas a serem apresentados “pelos demais poderes republicanos” também precisam chegar ao Plenário da Casa. Até agora, Maia contabiliza o apoio do governista PSL, para a eleição que acontecerá no primeiro dia de fevereiro. Amealhou, ainda, os votos do Avante, Solidariedade, PSD, PR, PSDB, Podemos, PPS, PROS e PSC, além do próprio Democratas. Em tese, já teria os 257 votos necessários para mantê-lo na cadeira, por mais dois anos.

Ainda assim, Maia busca o voto de legendas da esquerda, a exemplo do PCdoB e do PDT, entre outros. Apenas o PT e o PSOL já afirmaram, claramente, que votarão contra. Outros nomes cotados na disputa são os deputados Fábio Ramalho (MDB-MG), Ricardo Barros (PP-PR), JHC (PSB-AL), Arthur Lira (PP-AL), Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Capitão Augusto (PR-SP).

Coalizão

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), reeleita para o sétimo mandato, a Câmara dos Deputados não terá um presidente do campo da esquerda porque a correlação de forças não é suficiente para garantir os votos necessários. Por isso, segundo afirmou ao diário carioca Jornal do Brasil, nesta segunda-feira, os partidos progressistas juntos deveriam construir um bloco amplo de oposição, incluindo legendas de centro; para enfrentar possíveis retrocessos patrocinados pelo governo Bolsonaro e seus aliados.

— Quem foi para luta institucional tem que entender qual é o papel que vai cumprir agora. A melhor forma de ajudar a sociedade hoje é ampliar nossas forças — disse.

Jandira defende a união do PT, PSOL, PCdoB, PDT e PSB. Segundo a parlamentar, essas legendas precisam construir essa coalizão para além da esquerda. Lançar ou não candidato de oposição, diz a deputada, é uma segunda etapa.

— A política institucional hoje exige uma atitude para além de marcar posição. Não é o momento da gente se isolar, é o momento da gente ampliar — diz lembrando que com apenas 135 parlamentares de esquerda e sem ter como atuar pouco será possível fazer.

Resistências

Jandira também criticou a candidatura do deputado eleito Marcelo Freixo (PSOL-RJ) à Presidência da Casa.

— (Freixo) não responde a essa perspectiva porque ela nos coloca numa posição de isolamento ao invés de ampliar a possibilidade de alcançar partidos mais ao centro. Nós devemos buscar uma tela maior de proteção e ampliação — afirmou.

Sozinha, segundo Feghali, a esquerda “não corresponde nem à necessidade da população, nem do país e nem da própria esquerda. Esse isolamento não corresponde à mudança do cenário que o país viveu — diz referindo-se às eleições de 2018.

— Vamos precisar de ter um trânsito político mais amplo, vamos precisar impedir a asfixia do regimento, impedir a criminalização da esquerda, impedir a criminalização dos movimentos sociais, embarreirar determinados projetos… precisamos criar instrumentos de atuação, buscar relatorias de projetos importantes, de medidas provisórias. Ou seja, vamos precisar criar instrumentos de ação dentro da Casa e criar resistências e, para isso, vamos precisar de mais gente para além da esquerda — conclui.

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