Maior mudança em equipe de Bush pode ser na Secretaria de Estado

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Publicado quarta-feira, 3 de novembro de 2004 as 22:20, por: CdB

O maior mudança no segundo gabinete do presidente dos EUA, George W. Bush, pode acontecer na Secretaria de Estado, até agora liderada por Colin Powell, segundo prevêem os especialistas e alguns meios de comunicação.

Em várias ocasiões, Powell, de 67 anos, teve que responder a informações que indicavam a possibilidade de abandonar seu posto devido a “atritos” com o presidente e com os chamados “falcões” da política externa do governo de Bush.

Embora ele sempre as tenha tachado de tolices e assegurado manter uma boa sintonia com o presidente, nunca esclareceu se aceitaria continuar outros quatro anos com Bush, caso recebesse esta proposta.

As primeiras apostas sobre as possíveis mudanças no governo indicam que, se Powell não continuar, seu sucessor poderá ser o ex-senador por Missouri e atual embaixador dos EUA na ONU, John Danforth.

Danforth deu hoje declarações na ONU mas evitou falar sobre essas especulações: “Estou em uma posição que não é política, por isso expressar minha opinião seria inadequado”.

Os especialistas também apontam a possibilidade de havre mudanças no Pentágono, sem descartar que o atual responsável pela Defesa, Donald Rumsfeld, possa ser substituído pela conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice.

Se este prognóstico for cumprido, Rice se converterá na primeira mulher na história do país a assumir o Departamento de Defesa.

Seus possíveis substitutos poderiam ser o conselheiro adjunto de Segurança Nacional, Stephen Hadley, e o ex-embaixador dos EUA na Índia e atual colaborador de Rice, Robert Blackwill.

Outros dos altos cargos que estão na mira e que poderiam ser substituídos são o procurador-geral e secretário de Justiça, John Ashcroft; o secretário de Segurança Nacional, Tom Ridge, e o representante de Comércio Exterior, Robert Zoellick.

Os secretários de Transporte, Norman Mineta (o único democrata do governo), e de Educação, Rod Paige, também figuram entre as apostas sobre possíveis mudanças no Executivo.