Mais de 400 cidades aderem aos atos ‘Fora Bolsonaro’

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Publicado sexta-feira, 23 de julho de 2021 as 14:12, por: CdB

Em protesto contra Jair Bolsonaro, mais de 400 cidades estarão mobilizadas neste sábado para realizar manifestações. Até as 21h de quinta-feira, segundo sistematização da Central de Mídia das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo menos 426 atos já estavam confirmados.

Por Redação, com RBA – de São Paulo

Em protesto contra Jair Bolsonaro, mais de 400 cidades estarão mobilizadas neste sábado para realizar manifestações. Até as 21h de quinta-feira, segundo sistematização da Central de Mídia das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo menos 426 atos já estavam confirmados (#24J) em 405 cidades, em 15 países, pelo ‘Fora Bolsonaro.

Mobilização contra o governo de retrocessos de Bolsonaro volta a tomar as ruas neste sábado: resistência e luta

Na manhã desta sexta-feira uma ação antecedeu a mobilização nacional que ocorre amanhã por todo país e no exterior. A Frente Povo Sem Medo e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fecharam a avenida João Dias, na Zona Sul da cidade de São Paulo. A manifestação teve início por volta das 7h, e a via de acesso ficou bloqueada por cerca de uma hora. No asfalto, os movimentos escreveram denúncias contra o presidente e bradaram pelo impeachment.

De acordo com o MTST e a Frente Povo Sem Medo, as manifestações são “um grito pela democracia” em meio às ameaças golpistas do presidente, recentemente também reproduzidas pelo seu ministro da Defesa, Braga Netto. Em comunicado, os movimentos explicam que o ato “denuncia os descasos do governo Bolsonaro nesse período de crise sanitária, econômica e social, bem como as graves denúncias de corrupção associadas à compra de vacina, exigindo o Fora Bolsonaro, a cobrança de ampliação urgente da vacinação para todos os brasileiras e a liberação de um auxílio emergencial digno”.

Protestos nacionais no #24J

Os atos de amanhã são organizados pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro, composta pelas duas frentes, partidos políticos, centrais sindicais e organizações da sociedade civil. As mobilizações tiveram início em maio e desde então vêm crescendo. O #24J marcará o quarto protesto nacional contra Bolsonaro. A avaliação do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), Sérgio Antiqueira, é o que movimento vem crescendo também porque “a popularidade do governo e do próprio presidente estão caindo”.

Em entrevista à repórter Júlia Pereira, da Rádio Brasil Atual, o dirigente chamou atenção para este momento, que considera o pior do governo, não só por conta de sua atuação na pandemia de covid-19, mas também pelas denúncias reveladas pela CPI da Covid no Senado. Uma pesquisa do PoderData divulgada na quarta-feira apontou para um recorde de reprovação do governo federal. Cerca de 62% dos brasileiros disseram desaprovar as ações da gestão Bolsonaro.

– Ele está sendo desmascarado, porque o último reduto que ele tinha se abrigado ali, que é o reduto anticorrupção, a população está acordando. Nós já sabíamos (disso) pelo esquema de rachadinha, de milícia que já tínhamos notícia, e agora esse esquema das vacinas. A gente tem a expectativa de que esse 24 de julho seja um movimento muito maior do que a gente viu até agora – afirma Antiqueira.

Como nas outras manifestações, a pauta de luta também incorpora a defesa pelo auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, pela vacinação em massa e contra o avanço da fome no país. Mas, de acordo com o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, o #24J também será uma resposta à escalada do autoritarismo. “A defesa da democracia será o ponto alto das nossas manifestações de sábado diante das fortes ameaças do presidente Jair Bolsonaro de não realizar as eleições e do Congresso instituir o sistema de semipresidencialismo e a volta do ‘distritão’”.

Na rua

O “Fora Bolsonaro” também será um grito pela educação, conforme destacou à reportagem da Rádio Brasil Atual, a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Rozana Barroso. A juventude também marcará presença nas ruas contra os cortes na educação, pela democratização do acesso à internet e pela defesa da estruturação das escolas públicas do país para receber os alunos na volta às aulas presenciais. “Na nossa opinião não há país que avance quando a educação retrocede”, ressaltou a presidenta da Ubes.

Os trabalhadores também participam dos atos do #24J. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, advertiu que os direitos trabalhistas voltam a ficar sob os ataques de Bolsonaro. “Ele traz de volta a famigerada ‘carteira verde e amarela’ que sabemos o que significa. É o trabalho sem direito. E o trabalho sem direito tem um nome: é trabalho escravo. A classe trabalhadora não pode permitir isso.”

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