Mais de 30% dos idosos morrem por doença cardiovascular, diz SBC

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Publicado sábado, 14 de setembro de 2019 as 09:17, por: CdB

Os cânceres aparecem na segunda posição com 19% das mortes masculinas, 15,5% das femininas.

Por Redação – do Rio de Janeiro

Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – mostram que, nesta década, os idosos morrem mais de doenças cardiovasculares do que a média da população, que está em 30%, com 400 mil óbitos por ano.

– As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte da população idosa: 34,2% e 35,2% dos óbitos masculinos e femininos, respectivamente. Entre elas, destacam-se o infarto e os derrames (AVCs) – explica o cardiologista José Maria Peixoto, um dos editores do documento juntamente com Gilson Soares Feitosa-Filho e José Elias Soares Pinheiro.

Mulheres tiveram mais doenças do que os homens, 81,2% e 73,1%, respectivamente, e a predominância é para as moléstias cardiovasculares

Os cânceres aparecem na segunda posição com 19% das mortes masculinas, 15,5% das femininas, seguido das doenças do aparelho respiratório com 14,3% entre os homens e 14,7% nas mulheres.

A Diretriz da SBC constata que, com o avanço da idade, as pessoas passam a conviver com as doenças crônicas, como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, entre outras. Segundo o documento, nesta década, entre os idosos brasileiros, apenas 22,3% não apresentaram nenhuma doença crônica. Quase a metade, 48,6%, tinha uma ou duas doenças e 29,1% três ou mais.

Ainda de acordo com o documento da SBC, as mulheres tiveram mais doenças do que os homens, 81,2% e 73,1%, respectivamente, e a predominância é para as moléstias cardiovasculares. 62,0% dos homens idosos e 67,4% das mulheres também idosas tem hipertensão. Já o colesterol elevado atingiu 23,2% dos homens e 36,9% das mulheres.

Prevenção

Para reduzir esses índices, a fórmula está na prevenção.

– Mudanças no estilo de vida, controle do tabaco e do álcool, dieta alimentar balanceada e exercícios físicos, contribuirão para diminuição das mortes por doença cardiovascular – diz o presidente do 74° Congresso Brasileiro de Cardiologia e integrante do Conselho de Normatizações e Diretrizes da SBC, Leandro Zimerman.

A Diretriz, que é um documento técnico para orientar os próprios especialistas e clínicos, incorporou as recentes inovações para o tratamento das doenças cardiovasculares nos idosos. Estão contemplados no documento, por exemplo, o uso de novos anticoagulantes orais mais eficazes e o implante de válvula artificial por técnicas de cateterismo (TAVI). A estenose aórtica grave se tomou um sério problema de saúde pública e atinge de 3% a 5% dos idosos com idade superior a 75 anos, sendo que 30% destes pacientes apresentam doenças associadas que impedem a cirurgia cardíaca convencional para substituição da válvula aórtica por uma prótese valvar, sendo recomendável o TAVI. O implante ainda não faz parte do Rol de Procedimentos da ANS e um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional prevê a cobertura, em hospitais públicos, que igualmente não está contemplada pelo SUS.

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