Mandatário neofascista tenta ressuscitar o fantasma do comunismo na América Latina

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Publicado terça-feira, 3 de novembro de 2020 as 14:34, por: CdB

Bolsonaro, no Twitter, tenta ressuscitar o fantasma do comunismo, na América Latina, como argumento para questionar as eleições de 2022. Segundo afirmou, “poderemos sofrer uma decisiva interferência externa”, sem dar mais detalhes.

Por Redação – de Brasília

Pelas redes sociais, ambiente no qual o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não se acanha em disseminar notícias falsas, ele voltou a cogitar a “interferência externa” no Brasil, sob a ‘ameaça vermelha’, depois de afirmar que “a América do Sul está caminhando para a esquerda”. As mensagens de Bolsonaro indicam alinhamento pleno com o contraparte norte-americano Donald Trump, à beira de uma derrota nas eleições que se encerram nesta noite, sob ameaça de um golpe de Estado, se o republicano perder as eleições.

Bolsonaro, assistindo ao discurso do colega norte-americano, Donald Trump. Subserviência
Bolsonaro, assistindo ao discurso do colega norte-americano, Donald Trump. Subserviência absoluta e sem disfarces

Bolsonaro, no Twitter, tenta ressuscitar o fantasma do comunismo, na América Latina, como argumento para questionar as eleições de 2022. Segundo afirmou, “poderemos sofrer uma decisiva interferência externa, na busca, desde já, de uma política interna simpática a essas potências, visando  às eleições de 2022”.

Ciberataques

Milhões de norte-americanos foram às urnas, nesta terça-feira, para concluir o processo eleitoral, já bastante adiantado com os votos prévios, via Correios, e determinar se Trump permanece por mais quatro anos na Casa Branca. Seu adversário, o democrata Joe Biden, ex-vice-presidente na gestão de Barack Obama, tem chances reais de conquistar o mandato no país mais fortemente armado do planeta.

Bolsonaro, nos tuítes, preferiu não especificar a quem se referia na mensagem sobre “ingerência de outras potências” no pleito dos EUA. As eleições passadas, no entanto, foram marcadas por acusações de que o governo da Rússia atuou para interferir no resultado e beneficiar Trump. O receio com as atuais eleições se mantém e os norte-americanos vêm manifestando preocupação com possíveis ciberataques realizados por agentes da Rússia, China e Irã.

O mandatário neofascista brasileiro não esconde a admiração por Trump e já afirmou, por mais de uma vez, sua torcida pela vitória do candidato de ultradireita. Tal proximidade com um possível derrotado, nas urnas, no entanto, tem gerado preocupação entre seus aliados, que se preocupam com a posição do Brasil diante uma eventual vitória de Biden.

Tecnologia

No texto publicado nas redes sociais, Bolsonaro não dá detalhes para a alegação de que o Brasil também pode ser alvo de intromissão de países estrangeiros com fins eleitorais. Ele afirmou que a ingerência teria a ver com a busca de “uma política interna simpática a essas potências” e sugeriu que existe cobiça internacional pela Amazônia por conta da “segurança alimentar”.

Setores decisivos do governo brasileiro, contudo, são favoráveis a uma política externa menos ideologizada e mais pragmática. Tentam evitar, entre outros pontos negativos, os recentes choques protagonizados por Bolsonaro com a China. Recentemente, o governo Trump passou a pressionar o país a bloquear a participação da empresa chinesa Huawei no futuro mercado de 5G, como forma de pressionar o governo chinês.

O líder de ultradireita sul=americano ainda não tomou uma decisão quanto à tecnologia que tende a mudar o mundo digital, mas não esconde a simpatia pela determinação de Trump.

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