Mandetta depõe na CPI da Covid; já Pazuello evita falar e ser preso em flagrante

Arquivado em: Política, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 4 de maio de 2021 as 15:34, por: CdB

Mandetta, por sua vez, informou aos parlamentares sobre o aviso ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quanto à produção da substância cloroquina pelo laboratório químico e farmacêutico do Exército. Segundo o ex-ministro, a ordem para o aumento da produção não partiu da Saúde.

Por Redação – de Brasília

A primeira sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado, contou com o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Seu sucessor no cargo, o general Eduardo Pazuello, no entanto, negou-se a falar aos parlamentares. Segundo nota na mídia conservadora, ele estaria preocupado com uma possível voz de prisão, por parte de integrantes da CPI.

Presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (D) disse que vai esperar para ouvir Pazuello

Mandetta, por sua vez, informou aos parlamentares sobre o aviso ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quanto à produção da substância cloroquina pelo laboratório químico e farmacêutico do Exército. Segundo o ex-ministro, a ordem para o aumento da produção não partiu da Saúde.

— A única orientação sobre cloroquina que partiu do Ministério foi sobre o uso compassivo, ou seja quando não há outro recurso, para pacientes graves em ambiente hospitalar. A cloroquina tem margem de segurança estreita. Ela tem uma série de reações adversas e cuidados que devem ser feitos. Poderia ser perigoso para as pessoas — afirmou.

Contaminado

Mandetta, ainda no depoimento, afirmou que ” Ministério da Saúde não só apresentou, como criou o conselho interministerial, depois um conselho com coordenação da Casa Civil (para discutir medidas de isolamento social). Houve reuniões com a presença do presidente”.

— No dia 28 de março, escrevi uma carta ao presidente. Pedi uma reunião no Alvorada com todos os ministros e entreguei a carta — informou.

O relator, Renan Calheiros, questionou se o Ministério recebeu alguma proposta técnica sobre a ideia de isolamento vertical, exclusivamente do grupo de risco da covid-19, por parte da Presidência. Mandetta negou.

— Não é novidade que havia por parte do presidente um outro olhar. Era constrangedor para um ministro do Saúde que a gente ia por um caminho e o presidente por outro — ressalta.

Reinfecção

Ainda nesta manhã, o também ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello informou que está com suspeita de covid-19 e, por isso, não comparecerá presencialmente ao Senado para prestar depoimento aos integrantes da CPI. Diante da negativa de Pazuello, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse que aguardará o período de quarentena, para ouví-lo presencialmente.

— Ele (Pazuello) teve contato com dois coronéis auxiliares dele nesse fim de semana que estão com a covid. Segundo a informação que eu tenho, ele entrará em quarentena e não virá depor (nesta terça-feira) — concluiu Aziz.