Manifestantes aumentam pressão contra governo de Hong Kong

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Publicado segunda-feira, 17 de junho de 2019 as 13:31, por: CdB

Milhares de pessoas se reuniram nesta segunda-feira em frente à sede do governo local de Hong Kong para exigir a renúncia da chefe do Executivo, Carrie Lam.

Por Redação, com EFEABr – de Hong Kong

Milhares de pessoas se reuniram nesta segunda-feira em frente à sede do governo local de Hong Kong para exigir a renúncia da chefe do Executivo, Carrie Lam, que balança no cargo depois que ontem mais de um milhão de pessoas ocuparam as principais avenidas da ilha.

Centenas de milhares de pessoas estão indo às ruas de Hong Kong para se manifestarem contra o projeto de lei

Durante o dia todo era esperado um pronunciamento público de Lam para anunciar sua renúncia ou pelo menos a retirada definitiva do controverso projeto de lei de extradição, depois de Hong Kong ter vivido ontem a que provavelmente foi a maior manifestação da sua história.

“Não à extradição para a China; não à brutalidade policial”: cartaz de protestos em Hong Kong

No final, a pressão da rua foi forte demais: a chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, declarou em entrevista coletiva que o governo estava suspendendo a controversa lei da extradição, segundo ela levando em consideração as preocupações e dúvidas da população.

Até o anúncio, as ruas de Hong Kong haviam voltado a ficar em silêncio. O governo diz agora querer falar com grupos da sociedade civil e apresentar um plano de ação. Não há prazo mais para aprovar a lei.

Lei

A lei da extradição destinava-se a permitir que as autoridades de Hong Kong extraditassem procurados pela Justiça para, por exemplo, a China continental. E isso apesar de o poder judicial chinês não ser independente. Temia-se que a medida silenciasse os críticos de Pequim – enfraquecendo ainda mais o princípio “um país, dois sistemas”.

Centenas de milhares de pessoas estão indo às ruas de Hong Kong para se manifestarem contra o projeto de lei. Na quarta-feira, manifestantes entraram em choque com a polícia, que usou spray de pimenta e balas de borracha.

A decisão do governo de Hong Kong não vai resolver esta disputa, como mostram as marchas de domingo.

Manifestantes

O sentimento dos manifestantes é que a batalha ainda não acabou. Eles estão exigindo um pedido de desculpas pelo que consideram ser uma repressão excessivamente dura por parte da polícia e a libertação imediata dos ativistas já presos.

Eles querem também que os confrontos de quarta-feira não sejam mais chamados de “motins”, um crime punível com até vários anos de prisão sob a lei de Hong Kong.

Acima de tudo: os críticos da lei não querem ver a sua aprovação apenas adiada, querem que a legislação seja derrubada, por todos juntos.

Os protestos continuam. É de esperar que a atmosfera nas ruas de Hong Kong se mantenha tensa nos próximos dias.

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