Manifestantes saem de preto no Grito dos Excluídos, em protesto contra Bolsonaro

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Publicado sábado, 7 de setembro de 2019 as 14:30, por: CdB

Neste ano, a cor predominante na roupa dos manifestantes foi o preto, em protesto contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

 

Por Redação, com BdF – de Brasília e São Paulo

 

Milhares de manifestantes saíram às ruas neste sábado, em todos os Estados do país para participar do 25º Grito dos Excluídos, manifestação realizada anualmente por movimentos populares no Dia da Independência do Brasil.

O técnico de TI William Gomes e o jornalista Mário Junior compareceram ao desfile cívico-militar, em Brasília, com camisetas pretas
O técnico de TI William Gomes e o jornalista Mário Junior compareceram ao desfile cívico-militar, em Brasília, com camisetas pretas

Neste ano, a cor predominante na roupa dos manifestantes foi o preto, em protesto contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). O lema que norteou as manifestações foi: “Este sistema não vale, lutamos por justiça, direitos e liberdade”, uma denúncia aos crimes socioambientais e aos ataques aos direitos dos trabalhadores promovidos desde a queda da presidenta cassada Dilma Roussef, em 2016.

Em São Paulo, a concentração aconteceu pela manhã na Avenida Paulista e, entre suas bandeiras, destacavam-se a luta por direitos e em defesa da educação e da Amazônia. Vestidos de preto, estudantes gritavam “cara pintada voltou”, fazendo referências aos protestos pelo impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992.

Soberania

Estudantes também se destacaram na concentração em frente à Torre da TV em Brasília. Nicolas Nascimento, de 20 anos, participou pela 1ª vez do ato.

— Este 7 de setembro é um marco pra eles, que defendem tanto a bandeira do Brasil, mas na verdade só querem entregar as riquezas nacionais — disse à reportagem do jornal semanal Brasil de Fato (BdF), que cobria os acontecimentos.

A deputada federal Erica Kokay (PT-DF) também esteve presente na manifestação e discursou no ato.

— Não há soberania nacional e independência verdadeira com Bolsonaro na presidência da República — afirmou.

Fraternidade

Houve manifestações no interior de São Paulo, em cidades como Campinas e Aparecida. Em Mogi das Cruzes, o ato teve início por volta das 8h50, com discurso do bispo Dom Pedro Luiz Stringhini e às 9h30 foi realizada uma passeata até o Largo do Rosário, na região central.

Na cidade de Fortaleza, manifestantes seguiram da Escola Municipal Frei Tito para a Praça Dom Hélder Câmara, lembrando a tragédia ocorrida em Brumadinho e com palavras de ordem contra os cortes de verbas na educação e pela defesa da região amazônica.

Já em Belém o ato teve concentração no Mercado de São Brás, com saída às 10h em caminhada em direção à avenida Presidente Vargas, onde ocorreu o desfile militar. Segundo a organização, 5 mil pessoas participaram do ato na capital paraense.

A primeira edição do Gritos dos Excluídos foi realizada em 7 de setembro de 1995 em 170 do país, uma iniciativa das pastorais sociais da igreja católica. O tema principal se relacionava com o da Campanha da Fraternidade – “Eras Tu, Senhor”, voltado aos esquecidos da sociedade. Também estão programados atos para o período da tarde deste sábado.

Convocação

Na véspera, as redes sociais e aplicativos de mensagem amanheceram, nesta sexta-feira, sob uma avalanche de mensagens para que os brasileiros vistam roupa preta, neste sábado, 7 de Setembro, Dia da Independência; ou Dia da Pátria. Desde a véspera, a hashtag #Dia7EuVouDePreto já estava entre as mais disseminadas no Twitter.

A provocação mobiliza os eleitores a um protesto contra o pedido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para que a população usasse vestimentas verde e amarelo, no feriado. O objetivo seria o de “mostrar ao mundo que a Amazônia é nossa”, diz ele.

Circula ainda, na internet, um vídeo do movimento de oposição ao verde amarelo, compartilhado milhares de vezes por políticos, movimentos estudantis e todos aqueles que se opõem ao governo.

“Em luto e em luta pela Amazônia, pela educação e pelo Brasil. Vamos mostrar no dia 7 que patriota não é aquele ou aquela que bate continência para a bandeira americana enquanto há o desmonte do Estado nacional, desde a educação até o meio ambiente”, diz o vídeo.

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