Mapa interativo indica locais para atendimentos em saúde mental

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Publicado quarta-feira, 16 de dezembro de 2020 as 13:14, por: CdB

Um mapa interativo elaborado pelo Ministério da Saúde lista os estabelecimentos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que fornecem atendimento em saúde mental no Brasil. Segundo a pasta, há 3.164 serviços disponíveis aos brasileiros que sofrem com depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Um mapa interativo elaborado pelo Ministério da Saúde lista os estabelecimentos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que fornecem atendimento em saúde mental no Brasil. Segundo a pasta, há 3.164 serviços disponíveis aos brasileiros que sofrem com depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais. Por meio do mapa, a pasta pretende ajudar o cidadão a identificar locais disponíveis na sua cidade e mais próximos à sua residência.

Segundo o MS, há 3.164 serviços disponíveis aos brasileiros
Segundo o MS, há 3.164 serviços disponíveis aos brasileiros

“A medida visa ampliar o acesso da população aos serviços pelo Sistema Único de Saúde”, informou a pasta ao disponibilizar o mapa, que aponta a localização dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Infantil e para álcool e outras drogas, das Equipes Multiprofissional de Atenção em Saúde Mental nas unidades ambulatoriais, além dos serviços de referência em hospital geral e hospitais psiquiátricos.

Para acessar o mapa interativo, clique aqui.

Os serviços disponíveis

De acordo com o ministério, todos os serviços disponíveis estão separados por ícones, cores e regiões, o que facilita a busca das informações, pelo cidadão. “Ao clicar em um dos locais, a população pode consultar o endereço do estabelecimento e informações sobre equipes e leitos disponíveis”, informou a pasta.

O Ministério da Saúde acrescenta que, em outubro, liberou mais de R$ 65 milhões para qualificação de 74 novos CAPS; 100 Serviços Residenciais Terapêuticos, duas unidades de acolhimento; e 144 serviços hospitalares de referência nos municípios brasileiros.

Preconceito

Levantamento do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e outras sete organizações, divulgado nesta semana, revela que o estigma contra pessoas com HIV ou Aids ainda existe, sendo praticado, inclusive, por profissionais de saúde. Em relatório com foco na cidade de Salvador, as entidades expuseram números relativos a direitos humanos e também à esfera profissional. O impacto do preconceito na vida social das pessoas soropositivas que residem na capital baiana foi outro aspecto abordado pelos pesquisadores.

Em alguns casos, pessoas que convivem com quem é soropositivo acabam contando sobre sua condição sem o seu consentimento. Após ouvir 119 pessoas soropositivas, apurou-se que somente 26,9% delas informaram sobre a infecção aos respectivos empregadores.

A porcentagem faz sentido, se colocada ao lado de outro dado: o de que, nos últimos 12 meses, 27,2% de um total de 217 pessoas vivendo com HIV e aids perderam o emprego ou a fonte de renda, por causa de sua condição. A discriminação também acontece por meio de agressões físicas e assédios verbais, relatados por 6,8% e 20,8% dos entrevistados, respectivamente.

Os entrevistados destacaram comentários discriminatórios ou fofocas de não familiares como a forma mais frequente de discriminação. Porém, o comportamento foi apontado por 50,2% como existente também entre membros da própria família.

Rede de saúde

Outro ambiente hostil às pessoas soropositivas é a rede de saúde. Durante atendimentos, os pacientes notaram que profissionais de saúde evitaram contato físico ou tomaram precauções por causa da sorologia positiva para o HIV (9,6%); fizeram comentários negativos ou fofocas (8,4%) em relação a eles; e revelaram a outras pessoas a sorologia positiva para HIV, sem sua autorização (9,6%).

O levantamento foi aplicado em Manaus, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Porto Alegre. A versão integral do relatório referente a Salvador pode ser consultada no site do Unaids.

À Agência Brasil solicitou esclarecimentos ao município de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.