Mapa de susceptibilidade mostra riscos de fogo em vegetação

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Publicado quarta-feira, 3 de abril de 2019 as 12:22, por: CdB

O estudo, que buscou identificar as áreas mais vulneráveis do Rio de Janeiro, ajudará no planejamento das ações de prevenção de queimadas e levou em consideração três cenários possíveis, anual, trimestre seco e úmido.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

A Secretaria de Estado de Defesa Civil, por intermédio do Centro de Estudos e Pesquisas (Cepedec), elaborou o Mapa de Susceptibilidade à ocorrência de fogo em vegetação no território Fluminense. O estudo, que buscou identificar as áreas mais vulneráveis do Rio de Janeiro, ajudará no planejamento das ações de prevenção de queimadas e levou em consideração três cenários possíveis, anual, trimestre seco e úmido.

Estudo ajudará no planejamento de ações de prevenção de queimadas

– Em incêndios florestais há perdas muito grandes, principalmente de flora e fauna. Entre os meses de agosto, setembro e outubro, a ocorrência de focos de calor aumenta devido à vegetação mais seca e a baixa umidade do ar. O mapa é uma forma de nortear o trabalho da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro para otimizar recursos e aperfeiçoar as ações de prevenção – explicou o tenente-coronel Rodrigo Werner, diretor do Cepedec.

O mapa de susceptibilidade foi apresentado pelo engenheiro cartográfico e cabo da corporação, Leandro de Souza, durante um seminário interno realizado em março. Através de imagens de satélite, o profissional desenvolveu, inicialmente, um estudo piloto na região de Petrópolis, na Região Serrana.

– Verificamos que a metodologia adotada pelo cabo foi assertiva e a replicamos para todo o estado. Nossa ideia é atualizar o mapa a cada cinco anos – completou o tenente-coronel.

Áreas mais vulneráveis

O mapa apontou que as regiões da Baixada Litorânea Fluminense, nas cidades de Cabo Frio e Arraial do Cabo, estão entre as mais vulneráveis do estado. O que chama atenção é a intensidade do vento naquela região, associado à baixa unidade do ar.

– Desperta também uma preocupação as regiões Norte e Noroeste do Rio de Janeiro, onde é estimamos um período de estiagem prolongado. Por isso, alertamos atenção redobrada ao uso do solo por parte da população, que algumas vezes promove queimada para fazer pasto para os animais – ressaltou o diretor.

O Centro de Estudos e Pesquisa, que é subordinado ao Instituto Científico e Tecnológico de Defesa Civil (ICTDEC), foi criado no final de 2018 e utiliza um sistema integrado de trabalho que atua na pesquisa, prevenção e nas operações, de forma a dar rápidas respostas quando há ocorrência de desastres.

– A cada ano estamos evoluindo mais nas ações de Defesa Civil. Nossas equipes se esforçam constantemente na busca de novas tecnologias capazes de auxiliar aos gestores na melhor tomada de decisão – destacou o diretor do ICTDEC, coronel Márcio Romano.

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