Caso Marielle: bombeiro é preso no Rio acusado de atrapalhar investigações 

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Publicado quarta-feira, 10 de junho de 2020 as 10:26, por: CdB

Um bombeiro militar foi preso no Rio de Janeiro nesta quarta-feira acusado de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, informaram a polícia e o Ministério Público estadual.

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro

Um bombeiro militar foi preso no Rio de Janeiro nesta quarta-feira acusado de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, informaram a polícia e o Ministério Público estadual.

Homem segura bandeira com o rosto da vereadora assassinada Marielle Franco no Rio de Janeiro
Homem segura bandeira com o rosto da vereadora assassinada Marielle Franco no Rio de Janeiro

Maxwell Simões Correa foi preso em sua casa, localizada em um condomínio de luxo na Zona Oeste do Rio de Janeiro e no local os agentes encontraram um carro importado de alto valor.

Segundo as investigações, o bombeiro teria ajudado a esconder armas que pertenceriam ao ex-policial militar Ronnie Lessa, preso e apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson em março de 2018. As armas foram descartadas no mar e a suspeita é que entre elas estaria a submetralhadora usada para matar a vereadora.

O bombeiro teria emprestado o carro usado para esconder as armas, segundo as investigações.

À agência inglesa de notícias Reuters tentou contato com a defesa de Correa sem sucesso.

As investigações

“O papel de Maxwell para obstruir as investigações foi ceder o veículo utilizado para guardar o vasto arsenal bélico pertencente a Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para que o armamento fosse, posteriormente, descartado em alto mar”, disse o MP.

“A obstrução de Justiça praticada pelo denunciado, junto aos outros quatro denunciados, prejudicou de maneira considerável as investigações em curso”, acrescentou.

Lessa e o também ex-policial militar Helcio Queiroz estão presos fora do Rio e são apontados como os autores do crime. O mandante e o motivo ainda são investigados.

No final de maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou pedido da Pocuradoria-Geral da República para federalizar as investigações sobre o assassinato de Marielle e Anderson.

– A prisão ratifica a decisão de não federalizar do crime e achamos que será importante chegar a mais detalhes do crime. Nossa intenção é fazer esse desfecho e mais de 60 pessoas já foram presas – disse o delegado Daniel Rosa.

Silêncio

De acordo com a promotora Simone Sibilio, Correa permaneceu em silêncio e pediu a presença de um advogado.

Além do mandado de prisão, a polícia e o MP cumprem 10 mandados de busca e apreensão.