Marinha britânica apreende petroleiro com destino à Síria

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Publicado quinta-feira, 4 de julho de 2019 as 10:56, por: CdB

O petroleiro Grace 1 foi apreendido em território britânico, na foz do Mar Mediterrâneo, depois de navegar pela África a partir do Golfo.

Por Redação, com Reuters – de Loncdres

A Marinha Real britânica apreendeu nesta quinta-feira um petroleiro em Gibraltar acusado de levar petróleo para a Síria, violando sanções da União Europeia, um passo dramático que pode eventualmente aumentar tensões entre o Ocidente e o Irã.

O petroleiro Grace 1 foi apreendido em território britânico

O petroleiro Grace 1 foi apreendido em território britânico, na foz do Mar Mediterrâneo, depois de navegar pela África a partir do Golfo. Dados de navios analisados pela Reuters sugerem que ele foi carregado com petróleo iraniano na costa do Irã, apesar de sua documentação afirmar que o petróleo é do vizinho Iraque.

As autoridades de Gibraltar que o apreenderam justificaram a medida devido às sanções europeias contra a Síria que estão em vigor há anos, sem fazer referência à fonte do petróleo.

Entretanto, a probabilidade de a carga ser iraniana indica uma relação entre esse incidente e um novo esforço dos Estados Unidos para deter todas as vendas globais de petróleo bruto do Irã, o que Teerã descreveu como uma “guerra econômica” ilegal contra o país.

Países europeus

Países europeus têm tentado se manter neutros no confronto, enquanto os Estados Unidos têm aumentado o tom, o presidente Donald Trump suspendeu ataques aéreos contra o Irã poucos minutos antes de eles serem concretizados no mês passado.

Em um comunicado, o governo de Gibraltar informou que tinha motivos razoáveis para acreditar que o Grace 1 transportava seu carregamento de petróleo bruto para a refinaria de Banyas, na Síria.

– Essa refinaria é propriedade de uma entidade que está sujeita às sanções da União Europeia contra a Síria – disse o ministro-chefe de Gibraltar, Fabian Picardo. “Com o meu consentimento, nossas agências portuárias e de aplicação da lei buscaram a assistência dos fuzileiros navais reais para realizar esta operação.”

O incidente parece ser o primeiro caso de uma apreensão de navio tanque por autoridades europeias devido à alegação de violação das sanções à Síria, que estão em vigor desde 2011.

UE

– É a primeira vez que a UE fez algo tão em público e de forma tão agressiva. Eu imagino que isso também foi coordenado de alguma maneira com os EUA, dado que forças de um membro da Otan estiveram envolvidas – disse Matthew Oresman, sócio da empresa de advocacia Pillsbury Winthrop Shaw Pittman, que presta consultoria a empresas sobre sanções.

– É provável que isso tenha sido um sinal para a Síria e o Irã, assim como para os EUA, de que a Europa leva o cumprimento das sanções a sério e a UE também pode responder à provocação iraniana relacionada às negociações nucleares em andamento – acrescentou.

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