Marinho vai confirmar denúncia contra Flávio Bolsonaro, cada vez mais enrascado

Arquivado em: Política, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 19 de maio de 2020 as 14:45, por: CdB

O depoimento do empresário Paulo Marinho ocorrerá às 15 horas desta quarta-feira, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil. Marinho será ouvido nas dependências da PF, na Praça Mauá, Centro da Cidade, e afirmou aos delegados que irá confirmar o que afirmou à imprensa, segundo afirmou uma fonte ao CdB.

Por Redação – do Rio de Janeiro

A Superintendência da Polícia Federal (PF) do Estado do Rio, em cumprimento a determinação judicial, marcou para esta quarta-feira o depoimento do empresário Paulo Marinho, às 15 horas, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil. Marinho será ouvido nas dependências da PF, na Praça Mauá, Centro da Cidade, e afirmou aos delegados que irá confirmar o que afirmou à imprensa, segundo afirmou uma fonte ao CdB.

O empresário Paulo Marinho forneceu detalhes sobre o possível vazamento de informações na PF
O empresário Paulo Marinho forneceu detalhes sobre o possível vazamento de informações na PF

Marinho denunciou, em entrevista ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP), na semana passada, que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho primogênito do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), soube de um delegado federal, ao vazar informações da Operação Furna da Onça, que seu assessor Fabrício Queiroz seria atingido.

Paulo Marinho confirmou, a jornalistas, que teria “elementos que comprovam” sua denúncia. O empresário atuou como um dos principais apoiadores da campanha presidencial de Bolsonaro, o que lhe valeu a suplência do filho ’01’ no Senado.

Granado

Flávio Bolsonaro se viu em situação ainda mais complicada, na manhã desta terça-feira, após publicação de outra matéria, no mesmo diário paulistano, sobre a contratação, em fevereiro de 2019, do escritório de advocacia de um ex-assessor, também envolvido no suposto vazamento de informações da PF na Furna da Onça.

Ao todo, segundo a FSP, “foram 13 meses e meio de contrato, com custo aos cofres públicos de ao menos R$ 500 mil. O PSL foi o partido pelo qual Jair Bolsonaro se elegeu presidente e Flávio, senador. Ambos romperam com a legenda e se desfiliaram no final do ano passado”.

“As notas fiscais da prestação de contas do PSL nacional relativas a 2019 mostram que o escritório do advogado Victor Granado Alves (Granado Advogados Associados, da qual Victor é sócio) foi contratado com dinheiro do fundo partidário — a verba pública que abastece as legendas no país — para prestar serviços jurídicos ao diretório do Rio, comandado por Flávio, a partir de fevereiro do ano passado”, acrescenta a nova denúncia.

Assessor na Alerj

Os advogados receberam, de acordo com os documentos disponibilizados, o valor mensal de R$ 40 mil ao mês. “O PSL informou que houve notificação de rescisão do contrato em 15 de janeiro deste ano, mas que uma cláusula determinava que eventual rompimento só se efetivaria 60 dias após essa comunicação”, acrescenta a reportagem.

“Uma das sócias do escritório, Mariana Teixeira Frassetto Granado, figura como assessora parlamentar do gabinete de Flávio no Senado, com salário bruto de R$ 22.943,73. De acordo com o site da Transparência do Senado, ela foi contratada em março de 2019, o mês seguinte à contratação, pelo PSL, do Granado Advogados Associados”, pontua.

Rompimento

Paulo Marinho também citou que Victor, assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), foi a pessoa que teria recebido de um delegado da Polícia Federal a informação de uma operação envolvendo pessoas do gabinete de Flávio. De acordo com o relato de Marinho, Flávio foi avisado entre o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais.

O delegado teria aconselhado Flávio a demitir Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro. Segundo o relato, ambos foram exonerados em 15 de outubro de 2018 por ordem do então candidato Bolsonaro. O caso agora passou a ser objeto da investigação instaurada com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do rompimento entre Moro e o presidente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *