Marx: os 200 anos de um gênio revolucionário

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Publicado sábado, 5 de maio de 2018 as 15:49, por: CdB

Como toda mente brilhante que foge do controle dos opressores, Marx foi incansavelmente perseguido pelos esbirros do capital e temido por seus impotentes ideólogos.

 

Por Val Carvalho – do Rio de Janeiro

 

Há 200 anos, no dia 5 de maio de 1818, a humanidade produziu uma cabeça que iria revolucionar a forma como ela própria se via. Nascia Karl Marx, o gigante do pensamento histórico-dialético que passou toda a sua vida armando a classe trabalhadora com a teoria social científica do socialismo para que lhe servisse de guia na luta por sua emancipação social.

Engels com a mulher, Lizzie Burns; Marx, Jenny e a filha Eleanor. Tempos épicos para o comunismo que nascia
Engels com a mulher, Lizzie Burns; Marx, Jenny e a filha Eleanor. Tempos épicos para o comunismo que nascia

Como toda mente brilhante que foge do controle dos opressores, Marx foi incansavelmente perseguido pelos esbirros do capital e temido por seus impotentes ideólogos. Fizeram, e continuam fazendo de tudo para impedir que o seu profundo pensamento ilumine o caminho da luta social. Censuram-no, deturpam-no e tentam reduzi-lo ao pequeno tamanho de suas mentes subalternas. Mas é tudo inútil, pois o desenvolvimento do capitalismo teima sempre em mantê-lo atual.

De fato, o poderoso pensamento crítico-dialético do filósofo sempre ressurge luminoso, pois em seu fundamento, O Capital, a obra de sua vida, produziu uma teoria que expressa de modo verdadeiro as contradições inerentes ao modo de produção capitalista. E quando, ciclicamente, essas contradições explodem, Marx renasce ainda mais forte.

Exploração capitalista

A riquíssima produção intelectual de Marx, o seu compromisso orgânico com a emancipação social dos trabalhadores, a decisiva colaboração de seu amigo Engels, a sua vida de miséria e sofrimentos junto com Jenny, sua ativa companheira; em suma, toda essa trajetória de construção teórica e experiência de luta foi dedicada, exclusivamente, à desvendar as causas econômicas da exploração capitalista e conscientizar a classe trabalhadora.

A existência de Marx nos faz sentir orgulho de sermos humanos, portanto, nos dá força para enfrentar a cruel alienação social em que estamos mergulhados.

Não por acaso uma das citações prediletas de Marx era: “Nada do que é humano me é indiferente”, do antigo poeta romano Públio Terêncio. Karl Marx faleceu em Londres, no dia 14 de março de 1883, pouco antes de completar 65 anos e apenas um ano e quatro meses depois da morte de sua companheira Jenny.

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