May nega ligação do governo do Reino Unido com a Cambridge Analytica

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Publicado quarta-feira, 21 de março de 2018 as 15:20, por: CdB

Uma comissão parlamentar também convocou o executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, a explicar o caso na Câmara dos Comuns

Por Redação, com EFE – de Londres:

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, negou nesta quarta-feira a existência de qualquer ligação entre o governo e a Cambridge Analytica, a consultoria política que está no centro do escândalo sobre o vazamento de dados de milhões de usuários da rede social Facebook.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May

– Até onde eu sei, o governo não mantém atualmente contratos com a Cambridge Analytica ou com o grupo SCL; a empresa matriz – disse May durante uma sessão parlamentar na Câmara dos Comuns.

Acusações

A primeira-ministra afirmou que as acusações publicadas pela imprensa ; obre o uso de dados obtidos de forma ilícita na campanha eleitoral de 2016 do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são “claramente muito preocupantes”.

– É absolutamente correto que as denúncias sejam investigadas de forma adequada – completou May. Na terça-feira, a primeira-ministra, em nota; já tinha declarado apoio à investigação aberta pelo Escritório do Comissário de Informação contra a Cambridge Analytica.

Uma comissão parlamentar também convocou o executivo-chefe do Facebook; Mark Zuckerberg, a explicar o caso na Câmara dos Comuns.

– Espero que Facebook, Cambridge Analytica e todas as organizações envolvidas colaborem totalmente com as investigações – disse May.

A primeira-ministra falou sobre o escândalo ao responder a um discurso do líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) na Câmara dos Comuns, Ian Blackford, que pediu um esclarecimento das ligações da SCL com o Partido Conservador, liderado por May.

Justiça estuda recurso de cunhado de Felipe VI

O Supremo Tribunal da Espanha analisa nesta quarta-feira, em audiência pública; os recursos apresentados contra a prisão imposta por corrupção a Iñaki Urdangarin, cunhado do rei Felipe VI, e outros envolvidos no “Caso Nóos”.

Também recorreram a Promotoria, a Advocacia do Estado, o ex-sócio de Urdangarin Diego Torres e o ex-presidente regional de Baleares Jaume Matas.

O Tribunal estudará esses e outros recursos para decidir se mantém, reduz, anula ou aumenta as condenações.

A Audiência de Palma (capital das Baleares) condenou sete dos 18 acusados pelo desvio de milhões de euros de verba público a uma fundação sem fins lucrativos presidida por Urdangarin. No entanto, somente três receberam penas que envolviam prisão.

A Promotoria pediu que a pena de Urdangarin aumente em dez anos de prisão, e a Advocacia do Estado pediu mais dez meses por crimes fiscais, pelos quais foi sentenciado a dois anos.

Urdangarin

Urdangarin foi condenado em primeira instância também por prevaricação, desvio, fraude e tráfico de influência.

A Audiência absolveu a esposa e irmã do rei, a infanta Cristina, considerada responsável civil; no valor de 265.088 euros. A Justiça determinou penas menores aos quatro membros do governo envolvidos em contratos públicos fraudulentos de milhões de euro com o Instituto Nóos.

Se a decisão do Tribunal fosse desfavorável aos acusados, não implicaria necessariamente na imediata prisão; pois caberiam, por exemplo, recursos perante o Tribunal Constitucional. Isto poderia representar a suspensão temporária da execução da condenação.

Em 23 de fevereiro do ano passado, a Justiça decidiu que Iñaki Urdangarin ganhasse liberdade provisória; com a condição de comparecer no primeiro dia de cada mês perante a autoridade judicial no seu país de residência; que ultimamente é a Suíça.

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