MDB confirma Henrique Meirelles, de olho na fortuna do candidato

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Publicado quinta-feira, 2 de agosto de 2018 as 15:28, por: CdB

O candidato aproveitou para relembrar sua passagem bem-sucedida no comando do Banco Central no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no Ministério da Fazenda, já no governo do presidente de facto, Michel Temer.

 

Por Redação – de Brasília

O MDB tem, oficialmente, seu candidato à Presidência da República. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles foi confirmado no posto, com a promessa de pagar todas as despesas de campanha. O fato era inédito, até agora, nas eleições brasileiras. Meirelles guarda a maior parte da sua fortuna em bancos no exterior, segundo revela o adversário político Ciro Gomes, presidenciável do PDT.

Em seu discurso, na convenção, afirmou, nesta quinta-feira, que se coloca à disposição para ser o elo da reconstrução da confiança no país e afirmou que sua meta é fazer o Brasil votar a crescer 4% ao ano.

Meirelles começa a perder o apoio do 'mercado'
Meirelles tenta ganhar o apoio do ‘mercado’, declarando-se um ‘liberal clássico’

— Quero agradecer a vocês pela confiança, não existe palavra que tenha mais significado que a confiança, sinônimo de fé, otimismo, mas sobretudo de credibilidade — disse Meirelles em discurso, logo depois de ter o nome confirmado como candidato por 85% dos votos da convenção do MDB.

Terceiro andar

O candidato aproveitou para relembrar sua passagem bem-sucedida no comando do Banco Central no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no Ministério da Fazenda, já no governo do presidente de facto, Michel Temer.

Meirelles aproveitou para criticar seus adversários, dizendo que agora existem candidatos vendendo solução para tudo, mas questionou onde eles estavam quando o país mais precisou.

Vaidoso e exigente no trabalho, Henrique Meirelles, que se descreve como um “liberal clássico”, tenta neste ano realizar um desejo que surgiu quando comandava o Banco Central no governo Lula: obter um mandato para trabalhar no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde fica o gabinete presidencial.

Há nove anos, quando se filiou ao então PMDB, pensou em voos mais altos, mas sem força política para tanto naquele momento procurou se cacifar para ser vice na chapa encabeçada por Dilma Rousseff, escolhida pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo. Nem isso conseguiu. Dilma não gostava dele, e o PMDB preferiu para esse papel o nome do então presidente do partido e da Câmara dos Deputados, Michel Temer.

J&F Investimentos

Neto e sobrinho de políticos goianos, Meirelles nasceu em Anápolis (GO) em 31 de agosto de 1945, mas só em 2002 entrou para a política ao se lançar candidato a deputado federal pelo PSDB, sendo o mais votado no Estado.

— A palavra que eu me defino melhor é liberal. Eu sou liberal. Liberal no sentido clássico, no sentido inglês, de quem defende a liberdade na economia, na política, na democracia — disse, em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters, em maio deste ano.

A pré-candidatura à Presidência em 2018 surgiu ainda no PSD, mas com a perspectiva de apoio do partido na disputa ao PSDB, de Geraldo Alckmin, Meirelles optou por retornar ao MDB.

Entre as posições que ocupou entre sua saída do BC e o trabalho na Fazenda, Meirelles foi presidente do conselho da J&F Investimentos — holding que controla a JBS — e do conselho de administração da Azul Linhas Aéreas.

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