Média dos últimos sete dias é de 521 mortes por coronavírus, segundo Fiocruz

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Publicado segunda-feira, 30 de novembro de 2020 as 13:42, por: CdB

A média móvel é um indicador considerado importante por pesquisadores para avaliar a tendência da pandemia, com menor interferência das oscilações diárias. O cálculo é feito a partir do número de mortes registradas nas últimas 24 horas.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A média móvel de mortes por covid-19 dos últimos sete dias passou de 483,57, no último dia 22, para 521,43 novos óbitos, no sábado.  Os números são do indicador Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na comparação com os 30 dias anteriores, a diferença sobe: no domingo, foram registradas 438,43 novas mortes.

Casos passaram de 29.758,29 para 34.762,71, no mesmo período
Casos passaram de 29.758,29 para 34.762,71, no mesmo período

A média móvel é um indicador considerado importante por pesquisadores para avaliar a tendência da pandemia, com menor interferência das oscilações diárias. O cálculo é feito a partir do número de mortes registradas nas últimas 24 horas, somadas às que ocorreram nos seis dias anteriores, e o resultado é dividido por sete.

Segundo o Monitora-Covid-19, a média móvel de novos casos dos últimos sete dias no Brasil também aumentou. Eram 29.758,29 no dia 22 de novembro e ontem alcançou 34.762,71.

Nos Estados

O Brasil registrou nesse domingo 6.314.740 casos confirmados do novo coronavírus, conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia ocorreram em todo o país 172.833 óbitos. Conforme o balanço, 563.789 pessoas estão em acompanhamento. O número de recuperados está em 5.578.118. https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-11/covid-19-brasil-registra-24468-casos-e-272-mortes-em-24-horas

Segundo o Ministério da Saúde, os Estados com mais mortes pela covid-19 são São Paulo (42.076), Rio de Janeiro (22.561), Minas Gerais (10.031), Ceará (9.607) e Pernambuco (9.030). As unidades da Federação com menos óbitos pela doença são Acre (723), Roraima (727), Amapá (806), Tocantins (1.162) e Rondônia (1.555).

A média móvel de mortes dos últimos sete dias no estado de São Paulo aumentou de 100,43 em 22 de novembro para 115,57 domingo. Já a média móvel de novos casos dos últimos sete dias caiu de 5.849,71 em 22 de novembro para 4.412,14 nesse domingo.

No caso do Estado do Rio de Janeiro, a média móvel de novos óbitos dos últimos sete dias caiu de 97,14 em 22 de novembro para 83,86 domingo. Já a média móvel de novos casos dos últimos sete dias cresceu de 1.606,71 em 22 de novembro para 2.159 nesse domingo.

Vacina da Janssen-Cilag

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu pedido de Submissão Contínua da vacina para covid-19 do laboratório Janssen-Cilag. A Anvisa tem até 20 dias para analisar os documentos, contados a partir da data do protocolo.

Com a abertura do processo na sexta-feira, o laboratório enviou também o primeiro pacote referente aos dados de qualidade do produto, o AD26.COV2.S. Na submissão contínua, os laboratórios devem apresentar os pacotes de dados de qualidade e de eficácia/segurança.

Este é quarto laboratório a enviar dados por submissão contínua para vacina covid-19. Com isso, todos os laboratórios com pesquisa de vacinas em andamento no Brasil já iniciaram o envio de dados para a Anvisa.

Segundo a agência reguladora, a submissão contínua ainda não é o pedido de registro da vacina. A Submissão é um envio antecipado de dados já prontos e consolidados que serão necessários para o futuro pedido de registro.

Vacinação

A ordem de vacinação contra a covid-19 dependerá da disponibilidade de doses a partir do tratamento que será adquirido e disponibilizado pelo governo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A afirmação foi feita na sexta-feirea por representantes do Ministério da Saúde em entrevista coletiva na sede do órgão.

– A sequência de vacinação vai depender da disponibilização em escala da vacina para o país – declarou o secretário executivo da pasta, Élcio Franco. A “escala” envolve a quantidade de doses e o cronograma de aquisição e consequente disponibilização destas.

Franco acrescentou que a definição dos públicos prioritários será feita pelo governo a partir de dois tipos de informações. O primeiro envolve aqueles segmentos com maiores riscos de evoluir para um quadro grave, os chamados grupos de risco. Neste universo estão pessoas idosas e com comorbidades.