Médico diz que ativista anti-Kremlin foi provavelmente envenenado

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Publicado terça-feira, 18 de setembro de 2018 as 11:13, por: CdB

Pyotr Verzilov, editor de um site de notícias russo e filiado ao grupo anti-Kremlin Pussy Riot, perdeu temporariamente a visão, fala e habilidade de andar

Por Redação, com Reuters – de Berlim

Um ativista anti-Kremlin que está em Berlim para tratamento médico foi provavelmente envenenado com uma substância que afetou seu sistema nervoso, disseram seus médicos nesta terça-feira.

Ativista anti-Kremlin Pyotr Verzilov chega em avião médico a aeroporto em Berlim, Alemanha

Pyotr Verzilov, editor de um site de notícias russo e filiado ao grupo anti-Kremlin Pussy Riot, perdeu temporariamente a visão, fala e habilidade de andar, mas tem melhorado desde que chegou à Alemanha no sábado.

– É altamente provável que ele tenha sido envenenado – disse Kai-Uwe Eckardt, médico do hospital Charité de Berlim, em coletiva de imprensa, acrescentando que até agora não há outra explicação para o estado de Verzilov.

Eckardt disse que o paciente está sofrendo de uma síndrome anticolinérgica, que bloqueia alguns neurotransmissores.

Manifestação

A manifestação rápida dos sintomas, que incluem grande dilatação das pupilas, pressão alta e secura das membranas mucosas, é um indício forte de envenenamento, disse Eckardt.

Entretanto, as chances de identificar a substância seis dias depois de sua provável ingestão não são grandes, disse, acrescentando que pode ser um remédio, uma substância natural ou um material vegetal.

Embora Verzilov não esteja mais em risco de vida, ele ainda precisa de tratamento médico intensivo.

Verzilov é editor do Mediazona, site de notícias russo que revela violações de direitos humanos dentro do sistema penal do país. Ele também invadiu o campo de futebol durante a final da Copa do Mundo da Rússia em julho ao lado de três ativistas do Pussy Riot.

O Pussy Riot ganhou fama em 2012, quando suas integrantes foram presas por fazerem um protesto contra o presidente russo, Vladimir Putin, em uma catedral ortodoxa de Moscou. Desde então o grupo se tornou símbolo de ações de protesto anti-Kremlin.

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