Médico do Japão critica COI em meio a ampliação de restrições contra covid

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Publicado quarta-feira, 25 de agosto de 2021 as 12:19, por: CdB

O Japão acionará estados de emergência em mais oito municípios a partir desta sexta-feira, elevando para 21 o total de regiões, desde Hokkaido, no norte, à ilha de Okinawa, no sul, e cobrindo quase 80% da população.

Por Redação, com Reuters – de Tóquio

O principal conselheiro médico do Japão criticou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, nesta quarta-feira por visitar Tóquio novamente agora que o país está ampliando suas restrições de emergência para conter a pandemia de covid-19.

Visitantes no 2020 Fan Park em meio à pandemia de covid-19, em Tóquio

O Japão acionará estados de emergência em mais oito municípios a partir desta sexta-feira, elevando para 21 o total de regiões, desde Hokkaido, no norte, à ilha de Okinawa, no sul, e cobrindo quase 80% da população.

Em um comunicado atipicamente áspero para uma autoridade japonesa, o doutor Shigeru Omi insinuou que a decisão de Bach de voar ao Japão novamente para a cerimônia de abertura da Paralimpíada na terça-feira minou os esforços de persuadir as pessoas a evitarem viagens e trabalhar em casa.

– Dissemos várias vezes: ‘Que tipo de recado a Olimpíada dará ao público?’ – disse Omi, imunologista que preside a comissão de aconselhamento para o coronavírus do governo que aprovou o plano de emergência, em uma sessão parlamentar.

Paralimpíada

– Estamos pedindo às pessoas que trabalhem em casa. Se o presidente Bach precisa fazer um discurso (para a Paralimpíada), por que não poderia fazê-lo remotamente? Por que tem que se dar o trabalho de vir até aqui? – questionou Omi, recebendo aplausos de alguns parlamentares.

Bach passou mais de um mês no Japão durante os Jogos Olímpicos, que terminaram em 8 de agosto. O COI não respondeu de imediato a um pedido de comentário enviado por email nesta quarta-feira.

Meses de restrições de emergência em Tóquio e áreas vizinhas não reverteram uma disparada de infecções, e cerca de 90% dos leitos de unidades de tratamento intensivo da capital estão ocupados.

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