Médicos brasileiros se recusam a atender nos locais onde havia cubanos

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Publicado sábado, 15 de dezembro de 2018 as 18:01, por: CdB

De acordo com a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), matérias de diversos jornais apontam que 97% das vagas abertas pelos editais para a seleção dos médicos para o programa já foram preenchidas, mas ela considera isso uma inverdade.

 

Por Redação – de Brasília

 

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) confirmou, neste sábado, a informação de que não é possível dizer que a substituição dos médicos cubanos pelos brasileiros no Programa Mais Médicos é um sucesso. A maioria das vagas deixadas por profissionais cubanos ainda não foi preenchida, ao contrário do que a mídia conservadora vem divulgando, afirmou.

Este programa foi assinado entre Cuba e o Brasil sob o patrocínio da Organização Pan-Americana de Saúde e descredenciado no novo governo

De acordo com a senadora, matérias de diversos jornais apontam que 97% das vagas abertas pelos editais para a seleção dos médicos para o programa já foram preenchidas, mas ela considera isso uma inverdade. O recrutamento ainda está ocorrendo.

Amazonas

Os médicos cubanos, que atuavam no Brasil por meio de um convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), deixaram o país após desentendimentos com o presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Vanessa citou a grave situação dos municípios afastados e nas comunidades indígenas e quilombolas, que atraiu poucos candidatos e cuja população está sem atendimento depois que os cubanos foram embora.

Segundo a parlamentar, no Amazonas, das mais de 320 vagas deixadas pelos estrangeiros, só se inscreveram 228 profissionais interessados e apenas 22 haviam se apresentado até o momento.

Ideologia

Dos sete Distritos Sanitários Indígenas do estado, apenas o maior, o de Manaus, teve um interessado, alertou.

A senadora destacou, ainda, que entre os médicos inscritos, grande parte sai do próprio Sistema Único de Saúde (SUS) buscando salários maiores. Estes, no entanto, deixam as equipes de Saúde da Família dos municípios da periferia para se apresentar em outras cidades, desorganizando todo o sistema de assistência.

— Está errada essa forma de agir, o governo que vai entrar tem que entender, ele que sempre criticou, que era a ideologia que balanceava ou determinava as ações públicas (no governo PT), ele é que está fazendo isso. Sua ideologia atrasada e reacionária é que começa a ditar a política no Brasil. Isso é um crime, além de tudo, contra os direitos humanos das pessoas — concluiu a senadora.

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