Meirelles não conta com apoio do Planalto à sua candidatura

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Publicado quinta-feira, 11 de janeiro de 2018 as 15:40, por: CdB

Pré-candidato à sucessão presidencial, o economista Henrique Meirelles encontra resistência no Planalto para seguir adiante.

 

Por Redação – de Brasília

 

Chefe da equipe econômica, o titular do Ministério da Fazenda, Henrique Meirelles, nao conta com o apoio do patrão. Presidente de facto, Michel Temer (MDB) disse, em entrevista a um dos diários conservadores paulistanos, que prefere a permanência de Meirelles no cargo. Mas, se conseguir sucedê-lo, será “um grande presidente”, previu.

Titular da Fazenda, Henrique Meirelles quer ser candidato

— Para mim, é claro que é muito melhor que fique na Fazenda — disse.

Aventura

Para o emedebista, o presidente da Camara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) tende a disputar a reeleição como presidente da Câmara; em vez de se lançar candidato presidencial. Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), preenche os requisitos de “segurança e serenidade” para sucedê-lo.

— As pessoas estão cansadas de tudo isso (as crises em série causadas após o golpe de Estado) e vão querer a continuidade; a manutenção do nosso programa de governo — diz ele.

Articulações

Para o ex-vice-presidente, acusado de traidor, sua gestão está recuperando a economia e a tranquilidade.

— Ninguém quer aventura — afirma o mentor da manobra que encerrou o período democrático no país.

Segundo afirmou, apesar de Maia estar se movimentando para tentar articular uma candidatura presidencial, o mais provável é que o deputado busque se reeleger para o comando da Câmara. No entanto, na avaliação de Temer, Maia “não tem nada a perder, só a ganhar” com as atuais articulações.

— É aquela história, ‘se colar, colou’ — disse o autor da fase: “Tem que manter isso, viu?”.

Otimismo

Temer reiterou que o governo pretende se ocupar da sucessão presidencial somente a partir de março; após a votação da reforma da Previdência no Congresso.

Perguntado se já tem os 308 votos necessários na Câmara para aprovar a medida, Temer reconheceu que “ainda não”.

— Mas vamos ter — conclui.

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