Membro de partido de Myanmar morre sob custódia

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Publicado terça-feira, 9 de março de 2021 as 14:00, por: CdB

Uma autoridade da Liga Nacional pela Democracia (NLD), partido da líder deposta de Myanmar Aung San Suu Kyi, morreu sob custódia depois de ser preso nesta terça-feira, disse um ex-parlamentar, o segundo membro da legenda a morrer sob custódia em em dois dias, enquanto manifestantes contestam o golpe militar do mês passado nas ruas.

Por Redação, com Reuters – de Yangon

Uma autoridade da Liga Nacional pela Democracia (NLD), partido da líder deposta de Myanmar Aung San Suu Kyi, morreu sob custódia depois de ser preso nesta terça-feira, disse um ex-parlamentar, o segundo membro da legenda a morrer sob custódia em em dois dias, enquanto manifestantes contestam o golpe militar do mês passado nas ruas.

Manifestante usa extintor de incêndio ao fugir da polícia durante protesto em Yangon, em Myanmar

De madrugada, a polícia prendeu cerca de 50 pessoas que haviam sido encurraladas por forças de segurança em um distrito de Yangon, a principal cidade do país, disse um grupo de direitos humanos, mas centenas conseguiram fugir do cerco depois que multidões de manifestantes se uniram para apoiá-los, desafiando o toque de recolher noturno.

Potências ocidentais e a Organização das Nações Unidas (ONU) conclamaram os militares a permitir que os jovens deixassem a área em segurança.

Myanmar está em crise desde que o Exército depôs o governo eleito de Suu Kyi no dia 1º de fevereiro, deteve a líder e outras autoridades da NLD e criou uma junta de generais para governar.

Protestos diários

Protestos diários contra o golpe estão sendo realizados em todo o país, e forças de segurança têm reprimido duramente os atos. Mais de 60 manifestantes foram mortos e mais de 1.600 foram detidos, disse a Associação de Assistência a Prisioneiros Políticos (AAPP).

Zaw Myat Linn, da NLD, morreu sob custódia nesta terça-feira depois de ser preso em Yangon perto da 1h30, disse Ba Myo Thein, membro da câmara alta do Parlamento dissolvido.

Nem os militares, nem a polícia respondeu a pedidos de comentário.