Membros do Falun Gong temem nova lei de Hong Kong

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Publicado segunda-feira, 27 de julho de 2020 as 13:15, por: CdB

O grupo espiritual foi banido da China continental em 1999, mas seus integrantes receberam permissão para atuar livremente em Hong Kong, embora o grupo incentive as pessoas a rejeitarem o comando do Partido Comunista chinês.

Por Redação, com Reuters – de Hong Kong

No dia 5 de julho, um domingo, cinco dias depois de a China sancionar uma lei de segurança nacional para Hong Kong, Yang Xiaolan e três dúzias de membros do Falun Gong se posicionaram em um parque público com os braços estendidos diante dos olhos fechados, meditando ao som de cantos de pássaros.

Material de Falun Gong em Hong Kong
Material de Falun Gong em Hong Kong

O grupo espiritual foi banido da China continental em 1999, mas seus integrantes receberam permissão para atuar livremente em Hong Kong, embora o grupo incentive as pessoas a rejeitarem o comando do Partido Comunista chinês. Yang disse que não se sente mais segura na cidade desde que a lei de segurança tornou os crimes mal definidos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras puníveis até com prisão perpétua.

– No continente, meu coração sempre tremia quando eu praticava Falun Gong. Temia por minha vida constantemente – contou Yang, que fugiu da China continental em 2009. “Assim como as autoridades de segurança pública continentais, eles podem tripudiar a lei e dizer que qualquer coisa é ilegal”, opinou ela, falando sobre a nova lei de segurança.

O governo de Hong Kong

O governo de Hong Kong não quis comentar como a nova legislação impactará o Falun Gong, mas disse que ela preserva “os direitos e liberdade básicos desfrutados legalmente por cidadãos que obedecem as leis”. A lei não menciona grupos religiosos ou espirituais.

O Ministério das Relações Exteriores chinês disse que a nova lei de Hong Kong punirá qualquer comportamento que ameace a segurança nacional.

Yang e seis outros dos cerca de 300 devotos do Falun Gong que praticam com frequência em vários locais de Hong Kong disseram à Reuters que planejam continuar agindo como faziam antes da lei, mas algumas pessoas creem que eles poderem fazê-lo ou não será um teste da fórmula “um país, dois sistemas” adotada pela China ao retomar o controle da cidade em 1997.