Menina de cinco anos baleada e morta entra para estatística terrível, no Rio

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Publicado sábado, 2 de janeiro de 2021 as 17:05, por: CdB

A mãe de Alice Pamplona da Silva estava com ela no colo, no momento em que foi atingida por um projétil de arma de fogo.

Por Redação – do Rio de Janeiro

Mais uma criança, de cinco anos, entrou para a estatística tenebrosa das vítimas de bala perdida nas comunidades carentes da Cidade, depois de ser baleada no pescoço, dentro de casa, no Morro do Turano, Zona Norte do Rio, minutos após a meia-noite do réveillon. O enterro foi realizado neste sábado, sob chuva intensa.

Mais de 12 mil pessoas vivem no Morro do Turano, Zona Norte do Rio, um dos lugares mais perigosos da Cidade
Mais de 12 mil pessoas vivem no Morro do Turano, Zona Norte do Rio, um dos lugares mais perigosos da Cidade

A mãe de Alice Pamplona da Silva estava com ela no colo, no momento em que foi atingida por um projétil de arma de fogo. A menina lançou um grito de dor e os pais chegaram a acreditar que se tratava de um ferimento provocado por estilhaços dos fogos artifícios, mas perceberam que se tratava de algo muito pior.

‘Inacreditável’

De acordo com a Polícia Militar, não havia operação no momento em que a criança foi baleada. Ela morreu pouco depois de dar entrada no Hospital Casa de Portugal. O horário registrado da morte foi 1h10 do primeiro dia de 2021, a primeira vítima de bala de fogo no Estado do RJ deste ano.

O tio da menina publicou uma mensagem em uma rede social.

“A gente vê isso diariamente passando na TV, a gente pensa que nunca vai acontecer com um dos nossos até que acontece. É inacreditável”, disse o tio.

Comoção

Moradores da comunidade do Turano relataram que havia um baile funk, na virada do ano, e que criminosos dispararam para o alto à meia-noite.

— Um bando de moleque dando tiro para o alto, que não foi pro alto, né? Parou no pescoço da garota o tiro, garota na porta de casa, lá na raia, perto da padaria. E outra, o baile continuou rolando, não parou o som em momento nenhum — disse um morador a jornalistas, após pedir para que sua identidade fosse mantida em sigilo.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para saber de onde partiu o tiro e colheu os depoimentos dos pais, na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O enterro aconteceu neste sábado, no Cemitério do Caju, sob forte comoção dos parentes e amigos da vítima.