Menino de 8 anos, baleado em escola do Rio, teve morte cerebral

Arquivado em: Destaque do Dia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado domingo, 25 de abril de 2021 as 16:37, por: CdB

A revolta de familiares e amigos ocupava as redes sociais, nesta manhã; além dos pêsames pela morte de Kaio. A polícia ainda não levantou qualquer pista do que teria ocorrido e o corpo da vítima permanecia retido no IML, para exames.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O menino Kaio Guilherme da Silva Baraúna, de 8 anos, teve morte confirmada na madrugada deste domingo, após ter sido internado há uma semana em estado gravíssimo, no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. A criança estava na trajetória da bala que o acertou, na cabeça, durante uma festinha na escola onde estudava, em Vila Aliança, Bangu.

O menino Kaio Guilherme, de 8 anos, foi atingido por uma bala perdida, durante festinha no colégio

A revolta de familiares e amigos ocupava as redes sociais, nesta manhã; além dos pêsames pela morte de Kaio. A polícia ainda não levantou qualquer pista do que teria ocorrido e o corpo da vítima permanecia retido no Instituto Médico Legal (IML), para exames. Não há, ainda, informações sobre o horário do sepultamento.

Morte cerebral

Tia do garoto, Raiane Baptista, de 25 anos, não escondia a tristeza pelo ocorrido.

— Ainda estamos sem entender. A última imagem que tenho dele é ele indo para a escola de bicicleta para aula de reforço. Era um menino muito inteligente, carinhoso. Era apaixonado pelo Vasco e estava muito feliz por ter visto seu time vencer — disse Baptista, a jornalistas.

Em coma profundo desde o episódio, Kaio voltou a ser examinado pelos médicos com resultados inconclusivos na terça-feira; mas neste sábado, após nova checagem médica, foi constatada a morte cerebral da criança.

Testemunhas

As investigações policiais não constataram que houvesse algum tipo de confronto entre marginais ou com a PM, no horário da confraternização. Mãe do menino, a professora Thaís Silva, de 29, leciona na unidade escolar onde teve o filho baleado.

— Ninguém ouviu nenhum barulho de tiro, nada. Estamos todos muito abalados. Tenho uma filha de três anos e o Kaio era como se fosse irmão dela — disse a tia.

Ele aguardava na fila para fazer uma pintura artística quando foi atingido e caiu. As investigações continuavam, neste domingo, por equipes da 34ª DP (Bangu).

“Diligências continuam em busca de informações que ajudem a esclarecer o caso e identificar a origem do disparo que atingiu a criança. Os agentes também vão coletar depoimentos de novas testemunhas ao longo desta semana”, resume a nota da Polícia Civil.